Ex-ministro e articulador político: quem era Raul Jungmann

Pernambucano, Jungmann teve atuação marcante no Congresso e chefiou três ministérios.

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto colorida de Raul Jungmann - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Raul Jungmann - Metrópoles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro Raul Jungmann morreu na noite deste domingo (18/1), aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas. Pernambucano, ele construiu uma carreira política que atravessou o Legislativo, o Executivo e o debate público nacional, com atuação destacada em temas como defesa, segurança pública, reforma agrária e política institucional.

Jungmann iniciou sua trajetória política ainda durante a ditadura militar. Na década de 1970, passou a atuar no MDB, principal partido de oposição legal ao regime à época, e participou do movimento Diretas Já, que mobilizou o país na transição para a democracia.

Após a redemocratização, integrou o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, mais tarde, esteve entre os fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), legenda pela qual se consolidou nacionalmente.

Ele chegou a cursar Psicologia na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), mas não concluiu a graduação. Nos registros oficiais, sua escolaridade aparece como ensino superior incompleto.

Jungmann foi deputado federal por Pernambuco por vários mandatos consecutivos. No Congresso, destacou-se pela atuação em temas ligados à política agrária, direitos sociais, segurança pública e relações institucionais, além de ocupar cargos de liderança partidária e integrar comissões estratégicas.

Ao longo da carreira política, Jungmann comandou três ministérios, em momentos distintos da política brasileira:

  • Ministro da Reforma Agrária (1999–2002), no governo Fernando Henrique Cardoso, período marcado por conflitos no campo e debates sobre política fundiária;
  • Ministro da Defesa (2016–2018), no governo Michel Temer, quando atuou na relação civil-militar e na defesa da legalidade institucional;
  • Ministro Extraordinário da Segurança Pública (2018–2019), também no governo Temer. A pasta foi criada para enfrentar a crise da violência, com foco no combate ao crime organizado e na articulação entre forças federais e estaduais.

Mesmo após deixar o Executivo, Jungmann seguiu influente no debate público. Presidiu o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), tornando-se uma das principais vozes do setor, e integrou conselhos e fóruns sobre democracia, desenvolvimento e governança.

Conhecido por um discurso direto e pela capacidade de articulação, Raul Jungmann era visto como um político de bastidores, com forte atuação institucional.

O ex-ministro deixa a esposa e dois filhos. Jungmann estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde sábado (17/1), após agravamento do quadro clínico, onde faleceu. Ele passou por ao menos três internações ao longo do fim de 2025.

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