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A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar na próxima terça-feira (19/6), ação penal da Operação Lava Jato contra a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, investigados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A discussão do caso marcará o segundo julgamento de ação penal na 2ª Turma do Supremo – colegiado composto por Celso de Mello, Edson Fachin, revisor e relator da Lava Jato na Turma, respectivamente, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Em setembro de 2016, a 2ª Turma do STF decidiu receber por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a petista, o marido e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues. Eles são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão de esquema de corrupção, instalado na diretoria de abastecimento da Petrobras, que teria favorecido a campanha de Gleisi Hoffmann ao Senado, em 2010.

Procurado pela reportagem, o gabinete da senadora se manifestou até a publicação deste texto.

A ação penal contra Gleisi e Paulo Bernardo foi liberada para julgamento pelo ministro Celso de Mello na quinta-feira (7/6).

Primeiro
No mês passado, a 2ª Turma do Supremo condenou por unanimidade o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) a 13 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro da Petrobras. Meurer se tornou o primeiro parlamentar condenado pela Corte no âmbito da Operação Lava Jato. O caso chegou ao STF em março de 2015.

O deputado paranaense poderá recorrer da condenação em liberdade. Os ministros do Supremo também decidiram que caberá à Câmara dos Deputados analisar se o parlamentar deve ou não perder o cargo. Meurer terá de pagar uma multa de cerca de R$ 265 mil, em valores que ainda precisam ser corrigidos pela inflação.