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SP: gambiarras interrompem buscas por vítimas em prédio que desabou

Essa é a segunda vez que a corporação enfrenta problemas com a energia nas imediações do edifício Wilton Paes de Almeida

Estadão Conteúdo10/05/2018 19:50, atualizado 10/05/2018 20:29
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NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO
SP: gambiarras interrompem buscas por vítimas em prédio que desabou

Os trabalhos de buscas por vítimas nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida e de remoção do entulho nas imediações do Largo do Paiçandu, no centro de São Paulo, foram suspensos na tarde desta quinta-feira (10/5) pelo Corpo de Bombeiros. A corporação informou que uma área na qual as esquipes atuavam estava energizada em razão de uma ligação clandestina de eletricidade desse prédio a outro, também alvo de ocupação de sem tetos, do outro lado da rua.

Segundo o tenente André Elias, do Corpo de Bombeiros, a Eletropaulo (companhia energética do estado) foi acionada para tomar as providências visando ao desligamento da eletricidade. Não foi informado quanto tempo esse procedimento deve durar e quando será possível retomar as buscas por desaparecidos. Segundo o militar, a paralisação tem o objetivo de garantir a “segurança das equipes”.

De acordo com o coronel Max Mena, comandante do Corpo de Bombeiros na capital paulista, a ligação clandestina enviava energia para um prédio do outro lado da Avenida Rio Branco. Na frente do prédio, há bandeiras da Frente de Luta por Moradia (FLM). Enquanto não há a retomada dos trabalhos, máquinas retiram material do entorno.

Os bombeiros já tinham enfrentado problemas com energia elétrica no início das buscas nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida. Na oportunidade, a corporação buscou uma caixa de energia central do prédio para desligá-la e garantir a segurança das atividades no local.

Vítimas
Até esta quinta, um corpo foi encontrado e identificado: era de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, cujo resgate foi impossibilitado pelo desabamento do edifício. Além dele, ossadas de um adulto e de duas crianças foram localizadas, mas ainda não houve a confirmação das identidades das vítimas.

Seis pessoas ainda são consideradas desaparecidas. São elas: Francisco Dantas, de 56 anos; Selma Almeida da Silva, 41, e os filhos gêmeos de 9 anos Werder e Wendel; o casal Eva Barbosa Lima, de 42 anos, e Walmir Souza Santos, de 47.

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