SP: funcionários da Prevent Senior fazem manifestação a favor da empresa

Funcionários exibiram cartazes de apoio a empresa, que é acusada de ocultar mortes de pessoas com Covid, dentre outra irregularidades

atualizado 01/10/2021 22:21

sao paulo manifestacao prevent seniorReprodução/Redes sociais

Nesta sexta-feira (1°/10), funcionários da operadora de saúde Prevent Senior fizeram uma manifestação a favor da empresa na capital paulista. Imagens do movimento foram reproduzidas nas redes sociais da instituição. O ato durou cerca de uma hora e passou por várias ruas da zona sul de São Paulo no início da tarde. A empresa, especializada no atendimento a idosos, está no centro de um escândalo médico.

Durante o protesto, os colaboradores exibiram cartazes com frases de apoio — como “Eu acredito na Prevent Senior”, “Prevent Senior salva vidas” e “Prevent Senior unida jamais será vencida” — e também cantaram música adaptadas para defender a operadora.

A Prevent Senior é investigada pelo Ministério Público de São Paulo, Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e pela Câmara Municipal da cidade, que abriu uma CPI para investigar as ações da companhia, suspeita de ocultar mortes de pessoas com Covid-19.

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Beneficiários

Beneficiários da Prevent Senior também divulgaram um manifesto com abaixo-assinado para pedir “responsabilidade nas apurações e divulgações” contra a operadora de planos de saúde.

Até a última terça-feira (28/9), o “Manifesto dos Beneficiários Prevent Senior”, que foi publicado em uma plataforma de abaixo-assinados online, já tinha quatro mil nomes. O abaixo-assinado é promovido pelo grupo “Amigos da Prevent”, criado em 2012 no Facebook, e que conta com 53 mil clientes.

Segundo apoiadores, “os ataque contundentes sofridos pela Prevent Senior nos últimos dias afetarão diretamente a estabilidade da empresa e, consequentemente, a qualidade dos serviços de saúde prestados a seus usuários”.

Investigação

A Prevent Senior é investigada pela CPI da Covid-19 no Senado por suspeitas de ter ocultado mortes de pacientes em estudo sobre medicamentos do chamado “kit Covid”, como hidroxicloroquina e ivermectina. De acordo com documentos entregues à CPI, médicos da rede eram obrigados a receitar os remédios comprovadamente ineficazes contra o vírus, mesmo sem anuência dos parentes dos pacientes.

Na manhã de terça-feira (28/9), a advogada Bruna Morato, representante de ex-médicos da operadora Prevent Senior que denunciaram supostas irregularidades cometidas pela empresa no tratamento de pacientes com Covid, disse que trabalhadores recebiam ameaças.

“Quando você tem o kit [Covid], que vinha lacrado, com instrução de uso pré-pronta, eu não tenho como falar para meu cliente [médico] que está exercendo a função de forma autônoma”, disse. “Esse kit era composto por oito itens e o plantonista dizia para o paciente: ‘Preciso te dar. Se eu não der, sou demitido. Se você for tomar, toma só as vitaminas e proteínas. Os outros [medicamentos do kit], além de não terem eficácia, são muito perigosos”.

 

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