Sociedade de Infectologia sobre cloroquina: “Ineficácia comprovada”
SBI diz que Ministério da Saúde tem prerrogativa de seguir ou não suas orientações, que são baseadas em evidências científicas
atualizado
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Após a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a “Capitã Cloroquina”, defender na CPI da Covid o “tratamento precoce” contra a doença, além de questionar as orientações da Organizaçao Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema, nesta terça-feira (25/5), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) se posicionou.
Em nota divulgada no seu endereço eletrônico, a SBI é taxativa: medicamentos como cloroquina e ivermectina têm sua ineficácia comprovada para o tratamento da Covid-19.
Segundo o comunicado, a SBI se pauta por estudos que são a base das recomendações da OMS e de outras instituições internacionais de saúde, como o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).
“O Ministério da Saúde tem a prerrogativa de seguir ou não as orientações da SBI, que são realizadas baseadas nessas evidências científicas e direcionadas para a comunidade médica e não médica”, diz a nota.
Veja a íntegra:
Nota SBI Sobre Cloroquina by Carlos Estênio Brasilino on Scribd
Livre arbítrio
Em seu depoimento, Mayra Pinheiro afirmou que o “tratamento precoce” contra a Covid-19 é do “livre arbítrio” dos médicos, com o consentimento dos pacientes.
De acordo com a médica, a pasta federal nunca determinou o uso de cloroquina, mas apenas orientou a administração de “doses seguras” do fármaco.
“O Ministério da Saúde nunca indicou tratamentos para a Covid. O Ministério da Saúde criou um documento juridicamente perfeito, que é a Nota Orientativa nº 9, que depois virou a Nota nº 17, onde nós estabelecemos doses seguras, onde os médicos brasileiros pudessem utilizar medicamentos, com o consentimento dos seus pacientes, de acordo com o seu livre arbítrio”, declarou a secretária à CPI da Covid.
Mayra, todavia, enfatizou que nunca recebeu ordem do presidente para defender o medicamento. “Nunca recebi ordem, e o uso desses medicamentos não é uma iniciativa minha, pessoal”, afirmou.















