Sobrevivente do Holocausto, escritor Eddie Jaku morre aos 101 anos
Jaku é autor do livro de memórias O Homem Mais Feliz do Mundo, lançado em abril de 2020, meses após seu aniversário de 100 anos de idade
atualizado
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Morreu, nesta terça-feira (12/10), o escritor Eddie Jaku, aos 101 anos de idade, na Austrália. Jaku nasceu na Alemanha, em 1920, e ganhou popularidade após relatar sua história de vida como sobrevivente do Holocausto.
Jaku é autor do livro de memórias O Homem Mais Feliz do Mundo, lançado em abril de 2020, meses após seu aniversário de 100 anos de idade.
Na obra, o escritor judeu detalha as dificuldades enfrentadas durante o período do Holocausto. “Vi o pior da humanidade, os horrores dos campos de extermínio, os esforços nazistas para exterminar minha vida e as vidas de todo o meu povo”, escreveu.
Diversas organizações lamentaram a morte de Jaku. Em publicação no Twitter, o Museu Judaico de Sydney homenageou a memória do escritor e ressaltou a importância da obra do alemão.
“’Esta é a minha mensagem, enquanto eu viver, ensinarei a não odiar.’ O falecimento do sobrevivente do Holocausto Eddie Jaku OAM deixou um enorme vazio no coração da ‘família’ do Museu Judaico de Sydney. O impacto de Eddie, como o ‘homem mais feliz do mundo’, será sentido nas gerações vindouras”, divulgou a instituição.
“This is my message, as long as I live, I’ll teach not to hate.” The passing of Holocaust survivor Eddie Jaku OAM has left a huge void in the hearts of the Sydney Jewish Museum ‘family’. Eddie’s impact, as the ‘happiest man on earth’ will be felt for generations to come. pic.twitter.com/dwHN0nX1gY
— Sydney Jewish Museum (@SydJewishMuseum) October 12, 2021
Em sua obra, o escritor narra os eventos desumanos que enfrentou durante os anos do Holocausto. Jaku foi violentamente espancado por nazistas em 1938, na chamada Noite de Cristais. Além disso, o judeu foi transportado para um campo de concentração em Buchenwald e também sobreviveu à Marcha da Morte, quando foi forçado a caminhar por quilômetros, no auge do inverno.
Em junho de 1945, ao fim da Guerra, Jaku foi encontrado delirando por soldados norte-americanos, pesando menos de 30kg. Em 1950, ele se mudou para a Austrália, onde teve dois filhos.
