Se Anvisa aprovar Coronavac, vacinação em SP pode começar na segunda-feira

Secretário diz que estado tem logística pronta para campanha. Governo paulista pode ir à Justiça contra pedido de doses de ministério

atualizado 16/01/2021 14:53

O governador João Doria (PSDB) e o secretário Estadual de Saúde Jean Gorinchteyn apresentam respiradores para doação para o estado de Amazonas contra o coronavírus.Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou neste sábado (16/1) que a imunização contra a Covid-19 pode começar nesta segunda-feira (18/1) no estado, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o uso emergencial da Coronavac na reunião que ocorrerá no domingo (17/1).

Além do imunizante feito pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, os diretores da vacina de Oxford, feita em parceria com a Astrazeneca e a Fiocruz, pediram uso emergencial.

Segundo o secretário, o estado de São Paulo já tem a logística pronta para o início da imunização. A primeira fase da campanha de vacinação será dirigida ao grupo prioritário, composto por profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas.

“Se tiver tudo ok, na segunda-feira, teremos o nosso programa realmente implementado. É importante a gente lembrar que o fato de São Paulo iniciar eventualmente antes a vacinação, não quer dizer uma desobediência do programa nacional de imunização. Muito pelo contrário, nós tivemos, como eu disse, eu pessoalmente estive no ministério pra gente inserir a vacina no programa nacional de imunização”, afirmou o secretário à Radio CBN.

Gorinchteyn disse ainda que o estado não descarta entrar na Justiça contra o pedido do Ministério da Saúde para que o Butantan entregue imediatamente as 6 milhões de doses da Coronavac. Na sexta-feira (15/1), a pasta emitiu um ofício pedindo a entrega dos imunizantes prontos.

Antes de receber o pedido o ministério, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que 4,5 milhões de doses prontas da vacina seriam entregues à pasta. A estimativa do governo paulista é que 1,5 milhão de doses da vacina fiquem no estado. Dessa forma, não faria sentido enviar essas doses para depois a pasta mandar de volta a São Paulo.

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