Butantan finaliza entrega de documentos à Anvisa para uso emergencial de vacina

Entrega de documentação foi finalizada junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na manhã deste sábado (16/1)

atualizado 16/01/2021 12:49

coronavacRafaela Felicciano/Metrópoles

O Instituto Butantan, responsável pela produção da Coronavac no Brasil, entregou todos os documentos restantes para a análise do pedido de uso emergencial do imunizante no país.

A entrega de documentação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi finalizada na manhã deste sábado (16/1), segundo a página da agência que monitora o andamento das análises de cada vacina.

De acordo com o site, 44,86% dos documentos do imunizante já foram analisados e outros 55,14% ainda estão em avaliação. Questionado pela reportagem, o órgão regulador informou que dará mais detalhes sobre o tema no próximo domingo (17/1), data em que a autorização do uso emergencial da vacina será decidida.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção do imunizante de Oxford/AstraZeneca no Brasil, também já entregou toda a documentação necessária. Conforme informações disponibilizadas na página da Anvisa, 49,45% da análise está concluída, e os outros 50,55% ainda estão em avaliação.

Uso emergencial

A reunião para definir se os imunizantes poderão ser aplicados em caráter emergencial terá início às 10h do próximo domingo (17/1). Na ocasião, os cinco diretores da Anvisa decidirão, por maioria simples, se o uso das vacinas será aprovado.

Caso seja concedida a autorização de uso emergencial, os imunizantes estarão liberados para serem administrados na população brasileira. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o país estará pronto para começar a campanha de vacinação contra o novo coronavírus até quatro dias após a permissão do órgão regulatório.

Porém, com o registro em caráter de urgência, só podem ser imunizados grupos de risco, que serão acompanhados para avaliação de efeitos colaterais e eficácia das vacinas. Para que a campanha de imunização em massa seja iniciada, é necessário o registro definitivo, que nenhuma empresa solicitou até o momento.

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