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Queiroga: governo deu “prova emblemática” de atuação na Covid-19

Ministro foi questionado sobre a situação da varíola dos macacos no Brasil, após OMS falar em avanço “muito preocupante” da doença no país

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Hugo Barreto/Metrópoles
Ministro da Saúde Marcelo Queiroga
1 de 1 Ministro da Saúde Marcelo Queiroga - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a classe médica, nesta quarta-feira (27/7), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o governo brasileiro está tomando as devidas providências para enfrentar a varíola dos macacos e afirmou que foi dada “prova emblemática” de atuação na pandemia de Covid-19.

“Desde o primeiro caso suspeito aqui no Brasil, o ministério tomou todas as providências. Já temos uma estrutura em quatro laboratórios públicos para fazer o diagnóstico”, afirmou o ministro.

“O Ministério da Saúde, com a Secretaria de Vigilância e Saúde, está bastante acostumado a lidar com esse tipo de situação. A prova emblemática é o que aconteceu durante a pandemia da Covid-19. E vamos continuar trabalhando todos os dias para trazer uma mensagem sempre de confiança para a população brasileira”, prosseguiu Queiroga.

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A fala ocorre um dia após a líder técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate à varíola dos macacos, Rosamund Lewis, dizer que a situação do Brasil é “muito preocupante”.
De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o país tem 813 casos confirmados da varíola dos macacos. Diante desse número, o Brasil figura entre os 10 países com mais registros da doença.

“Certamente é muito preocupante para países como o Brasil – uma nação continental, de população tão grande, geograficamente extensa, que agora também relata um número significativo de casos”, disse a especialista.

Lewis também alertou para a possibilidade de estar havendo subnotificação de casos, por falta de testes, e pediu ainda que as autoridades ajam de acordo com a emergência de saúde pública de interesse internacional, decretada pela OMS no último sábado (23/7).

A líder técnica assegura que o surto pode ser controlado, caso sejam adotadas as estratégias certas.

Entre as recomendações da OMS, estão a implementação de uma resposta coordenada para interromper a transmissão e proteger grupos vulneráveis, a intensificação de medidas de vigilância e saúde pública, o fortalecimento da gestão clínica, a prevenção e o controle de infecções em unidades de saúde e a aceleração de pesquisa sobre vacinas e tratamentos.

Compra de vacinas

No sábado (23/7), o Ministério da Saúde informou que realiza tratativas para a compra da vacina contra a varíola dos macacos. De acordo com a pasta, a aquisição será negociada com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A informação foi divulgada após o decreto de estado de emergência internacional de saúde pública devido à doença.

Atualmente, apenas um laboratório fabrica o imunizante no mundo: a empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que não tem representante no Brasil. “A OMS coordena junto ao fabricante, de forma global, ampliar o acesso ao imunizante nos países com casos confirmados da doença”, informou o ministério.

Aumento de casos

O Brasil é o sétimo país com mais contaminações por varíola dos macacos no mundo, de acordo com entidades internacionais. Desde o primeiro caso confirmado da doença em território brasileiro, no mês de junho, foram contabilizados 813 casos da doença, conforme o boletim mais recente do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de segunda-feira (25/7).

O índice de contaminações registrou aumento de 16,8% desde a última sexta-feira (22/7), quando foram contabilizados 696 casos. O avanço exponencial de diagnósticos em território brasileiro reflete o crescimento ao redor do mundo – movimento que coloca órgãos de saúde globais em estado de alerta.

Transmissão e sintomas

A transmissão do vírus ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções respiratórias, lesões de pele das pessoas infectadas ou objetos que tenham sido usados pelos pacientes. Até o momento, não há confirmação de que ocorra transmissão por via sexual, mas a hipótese está sendo cogitada pelos cientistas.

O período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias. Os sintomas costumam aparecer 10 ou 14 dias após o momento da infecção. Os primeiros sinais são febre, mal-estar e dor. Cerca de três dias depois, os pacientes passam a apresentar bolhas pelo corpo – parecidas com as da catapora. A doença termina em um período entre três e quatro semanas.

Segundo o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o risco da varíola dos macacos é moderado globalmente – com exceção da Europa, que possui maior ocorrência da doença.

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