Com redução de 40% no número de fumantes, Brasil alcança metas da OMS

País passou a cumprir as medidas indicadas pela Organização Mundial de Saúde para a redução do fumo

atualizado 26/07/2019 17:07

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O Brasil se tornou o segundo país do mundo a cumprir as medidas indicadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a redução do fumo. A informação está no relatório da OMS divulgado nesta sexta-feira (26/07/2019) e corrobora a posição do país como referência mundial no combate ao tabagismo. Na última década, o número de fumantes no país foi reduzido em 40%.

O relatório revela que dentre os 171 países que aderiram às medidas globais da OMS, apenas o Brasil e a Turquia implementaram as ações com sucesso.

Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelam que, em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse percentual era de 15,7% — uma redução de 40%.

O Vigitel revela ainda que o perfil dos tabagistas vem mudando ao longo dos anos. Há uma redução significativa do uso do tabaco em todas as faixas etárias, como de 18 a 24 anos de idade (12% em 2006 e 6,7%, em 2018), 35 e 44 anos (18,5% em 2006 e 9,1% em 2018) e entre 45 a 54 anos (22,6% em 2006 e 11,1% em 2018).

As mulheres também vêm assumindo um protagonismo importante nesse cenário, superando a média nacional, reduzindo em 44% o hábito de fumar no período.

A redução do consumo é resultado direto das ações implementadas no país, segundo o relatório. No caso do Brasil, o tratamento do tabagismo é oferecido em mais de quatro mil unidades de saúde do SUS. Entre 2005 e 2016, quase 1,6 milhão de brasileiros realizaram o tratamento de cessação do tabaco na rede pública de saúde, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Disque Saúde
Além disso, a população conta, desde 2001, com um serviço telefônico nacional para tirar dúvidas, cujo número (Disque Saúde 136) deve estar obrigatoriamente estampado no rótulo frontal de todos os maços de cigarros.

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, o INCA estima que até o final de 2019 sejam registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em decorrência do tabagismo.

O câncer de pulmão é o segundo mais frequente no país. Dados do Ministério da Saúde, mostram que 27.833 pessoas morreram em 2017 devido a essa causa. Entretanto, as consequências dos cigarros não são apenas essas.

Segundo o INCA, em 2015, as mortes com relação direta ao uso do tabaco foram: doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC (31.120); outros cânceres (26 651);tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

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