São Paulo decide nesta quinta (6/1) se mantém Carnaval de rua

Capital vive aumento de casos de Covid-19 e gripe, mas retomada econômica, com geração de emprego e renda, é fator que será considerado

atualizado 05/01/2022 19:40

Bloco Minhoqueens, no Carnaval de São Paulo, em 2020JENNIFER ANIELLE/SECOM

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se reunirá nesta quinta-feira (6/1) com especialistas da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), além de integrantes do comitê organizador do Carnaval de rua para bater o martelo sobre a realização do evento na capital paulista.

O prefeito vai discutir se o aumento de casos de Covid-19, a chegada da variante Ômicron e a intensificação dos casos de gripe são motivos para cancelar por mais um ano o desfile dos 696 blocos autorizados a sair nas ruas.

Na quarta-feira (5/1), o Fórum Aberto dos Blocos de Carnaval SP, que reúne mais de 200 blocos, divulgou um manifesto contrário a realização do festejo.

À coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o prefeito disse que vai se basear por critérios de saúde. “Nossa decisão será o que a Vigilância Sanitária municipal orientar. Hoje a Vigilância Sanitária não tem objeção, mas o ideal é ter uma radiografia entre dia 10 e 15 [de janeiro]”, falou.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, no último mês, houve um aumento de 30% nos diagnósticos positivos de Covid, mas não houve impacto na rede hospitalar.

Retomada econômica

Nunes, no entanto, deverá levar em consideração não só a situação da pandemia, mas fatores econômicos: a prefeitura estima que o Carnaval movimente R$ 2,7 bilhões na cidade, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, desde as pessoas que trabalham nos blocos quanto os vendedores ambulantes e comércios nos arredores dos desfiles.

A maior patrocinadora do Carnaval de São Paulo é a Ambev, fabricante de cervejas.

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Para não perder os contratos já firmados e cancelar completamente a festa de rua, está em estudo transformar o desfile dos blocos em um evento fechado, no Autódromo de Interlagos, na zona sul.

Na quarta-feira (5/1), Aparecido disse que é possível haver Carnaval “onde há controle”. Na rua, entretanto, há dificuldade em adotar protocolos sanitários como restrição no número de pessoas, testagem, exigência de vacinas e uso de máscaras.

O aumento de casos da Covid-19, causada principalmente pela maior transmissibilidade da cepa Ômicron, já fez diversas cidades cancelarem suas tradicionais festas de carnaval. Olinda (PE) e Rio de Janeiro são alguns dos exemplos mais icônicos.

A decisão de manter ou não os eventos é das prefeituras, mas integrantes do governo estadual de São Paulo já se mostraram contra. João Doria (PSDB) disse na última quarta que “não é momento para aglomeração desta ordem“.

 

 

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