Saiba como funciona sala-cofre onde ficarão dados sigilosos de Vorcaro

Integrantes da CPMI do INSS visitaram a sala pela primeira vez nesta quinta-feira (12/3). Local é monitorado por câmeras

atualizado

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Jefferson Rudy/Agência Senado
Membros da CPMI do INSS, se dirigem a sala-cofre de documentos sigilosos.
1 de 1 Membros da CPMI do INSS, se dirigem a sala-cofre de documentos sigilosos. - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A sala-cofre do Senado é um local de alta segurança utilizado para o armazenamento e consulta de documentos e dados sigilosos. É lá que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)  vai guardar os documentos sigilosos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Os integrantes do colegiado visitaram a sala pela primeira vez nesta quinta-feira (12/3). O acesso ao local é monitorado por câmeras e conta com detector de metais. Ao entrar na sala, o parlamentar não pode levar o celular ou outros dispositivos eletrônicos.

Entre as regras também está a de que cada parlamentar poderá indicar apenas um assessor para consultar os documentos. Deputados e senadores da comissão terão acesso livre e o espaço poderá receber, no máximo, sete pessoas ao mesmo tempo.

“A vigilância, a Secretaria de Polícia Legislativa e a Coordenação das CPIs estão orientadas e autorizadas a fazer cumprir esta norma, impedindo que parlamentares que se recusarem a passar pelo detector de metais ingressem na sala”, disse o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), em comunicado.

Os dados sigilosos incluem 400 mb de ligações e mensagens de WhatsApp de Vorcaro. Segundo Viana, os arquivos são tão volumosos que a equipe técnica levou sete horas para baixar tudo.

O acesso à sala será permitido, das 9h às 21h, de segunda a sexta-feira, e no sábado das 9h às 17h.

A sala-cofre já foi usada por outras CPIs, como a da Pandemia (2021);  do Banestado (2004); Bingos (2005);  Sanguessugas (2006); Cartões Corporativos (2008); e Cachoeira (2012).

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Membros da CPMI do INSS, se dirigem a sala-cofre
Membros da CPMI do INSS, se dirigem a sala-cofre de documentos sigilosos.
Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
CPMI do INSS se reuniu nesta quinta
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CPMI do INSS se reuniu nesta quinta
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CPMI do INSS se reuniu nesta quinta

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CPMI do INSS

O colegiado investiga descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CPMI é composta por 16 deputados e 16 suplentes e o mesmo número de senadores. O término dos trabalhos está previsto para o próximo dia 28.

No entanto, o senador Carlos Viana tenta prorrogar o prazo. Para isso, é necessária a autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Como ele não tem respondido aos pedidos, Viana informou nesta quinta que entrou com uma solicitação no Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir a prorrogação.

“Estamos protocolando, no Supremo Tribunal Federal, um mandado de segurança para garantir a prorrogação da CPMI do INSS por pelo menos 120 dias. Um mandado de segurança para assegurar algo muito simples: que o requerimento de prorrogação seja recebido e lido, como determina a Constituição, que esta comissão tenha tempo para concluir as investigações e que o Parlamento possa cumprir o dever de investigar a fraude bilionária que atingiu aposentados e pensionistas de todo o Brasil”, disse.

 

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