Dados de Daniel Vorcaro estão em sala-cofre no Senado, diz CPMI do INSS
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que a PF liberou todo o material da quebra de sigilo de Vorcaro

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, nesta quinta-feira (12/3), que recebeu todos os arquivos da quebra de sigilo de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e que o material ficará protegido em sala-cofre do colegiado.
Os integrantes da CPMI do INSS visitaram a sala pela primeira vez nesta quinta. Conforme as regras, os parlamentares não poderão portar celular ao acessar o local.
“Também estou anunciando que, devido à quebra de sigilo dos telefones de Daniel Vorcaro, aos vazamentos que aconteceram na semana passada e às acusações infundadas de que a CPMI teria vazado informações, por determinação desta presidência, vamos colocar os dados em uma sala-cofre: uma sala reservada, onde só entram os parlamentares, sem o uso de qualquer dispositivo eletrônico, para garantir que os dados sejam utilizados apenas para fins da investigação”, expôs Viana.
O senador tomou a decisão depois que começaram a circular na imprensa dados do celular de Daniel Vorcaro, em 4 de março. No mesmo dia, parlamentares da CPMI do INSS também tiveram acesso à quebra de sigilo telemático do banqueiro pela Polícia Federal (PF).
Trechos de anotações em bloco de notas extraídos do celular de Vorcaro foram publicados pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e associados ao envio de mensagens pelo WhatsApp em modo de visualização única ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO dono do Banco Master teria trocado mensagens com o magistrado horas antes de ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. Não há, porém, confirmação de que essas mensagens façam parte do mesmo material enviado à comissão.

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Ver todasMoraes nega
Em nota, o ministro afirmou que uma “análise técnica” realizada nos dados telemáticos de Vorcaro constatou que as mensagens de visualização única enviadas não correspondem a contatos do ministro nos arquivos apreendidos.
“Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) disponibilizou para toda a imprensa”, afirmou o magistrado.
A CPMI, por sua vez, nega que informações sigilosas sobre ministros da Corte tenham vazado pelo colegiado.













