Ronaldo Caiado recebe 2ª dose da vacina: “Existe escassez de oferta”

Governador diz defender aumento de produção de vacina contra Covid. Goiás tem pouco mais de 10% da população com primeira dose aplicada

atualizado 20/04/2021 9:53

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), recebe segunda dose de vacina contra a Covid-19 em GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), de 71 anos, recebeu nesta terça-feira (20/4) a segunda dose da vacina CoronaVac, em uma escola na região sudoeste de Goiânia. Ele reconheceu a necessidade de se aumentar a produção de imunizantes contra a Covid-19.

O reforço da vacina foi aplicado no governador 28 dias após o democrata receber a primeira dose, conforme intervalo previsto para garantir a eficácia da imunização contra a Covid-19.

Caiado recebeu a primeira dose no dia 23 de março, quando foi iniciada a imunização de pessoas de sua mesma faixa etária, na capital goiana.

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Baixa cobertura vacinal

Levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SESGO) mostra que 739.403 pessoas receberam a primeira dose das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Equivale a 10,4% de toda a população goiana.

Já a segunda dose da vacina contra a Covid, segundo painel eletrônico da secretaria atualizado em tempo real, foi aplicada em apenas 242.218 pessoas, o que corresponde a 3,4% do total de habitantes do estado.

Sem quebra de patente

Em entrevista a jornalistas depois de tomar a segunda dose, Caiado disse ter feito contato com autoridades para destacar seu posicionamento em defesa de que mais laboratórios produzam a vacina contra a Covid-19, em todo o mundo.

“Não estou aqui defendendo quebra de patente, mas que possam replicar para aumentar a produção de vacinas”, afirmou o democrata, logo após receber a vacina fabricada pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

Segundo Caiado, o país tem “uma condição ímpar”, já que pode contar com a produção científica de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, além do Instituto Butantan.

“Existe escassez de oferta [de vacina] no mundo, poucas empresas têm monopólio de produção”, disse o governador.

Ele também reagiu às críticas sobre o baixo porcentual de vacinação no estado. “Não estamos inertes, movimentações estão sendo feitas”, ressaltou.

Propriedade intelectual

O governador afirmou ter levado sua preocupação à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a limitação da produção de vacinas no mundo.

“Quando se trata de pandemia, não pode ter a propriedade intelectual que prevaleça sobre a vida da pessoa. [As indústrias] têm direito de receber, mas não podem restringir laboratórios que possam produzir vacinas no mundo”.

Estudo preliminar divulgado, pelo Instituto Butantan, no dia 11 de abril, mostra que a eficácia da CoronaVac pode aumentar de 50,7% para 62,3% quando o intervalo entre as doses é maior, de 21 a 28 dias.

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