Ronaldo Caiado diz que morte de advogados pode ter sido encomendada

Marcus Aprígio Chaves, 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, 47, foram assassinados por dois homens que se passaram por clientes

atualizado 29/10/2020 16:12

Foto: Reprodução/OAB-GO

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou nesta quinta-feira (29/10) que a morte dos dois advogados em um escritório de Goiânia pode ter sido encomendada. Ele informou que as investigações estão avançadas para prender não só “os pistoleiros como também os mandantes”. As informações são do G1.

De acordo a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, foram assassinados por dois homens que se passaram por clientes e simularam um assalto.

“Não tenho palavras para descrever tamanha barbaridade. Um crime inadmissível nos dias de hoje, alguém contratar alguém para assassinar dois advogados ou duas pessoas sejam lá quem for”, lamentou Caiad durante o velório de Marcos, em Goiânia. Frank foi enterrado em Inhumas, Região Metropolitana da capital.

O crime

Os advogados foram assassinados a tiros dentro do escritório de advocacia na tarde dessa quarta-feira (28/10). Uma força-tarefa composta por cinco delegados e 30 policiais civis foi montada para investigar o crime.

Caiado também afirmou que os trabalhos de apuração estão em “fase avançada” e que quer prender os responsáveis pelo duplo homicídio “em tempo recorde”. O governador preferiu não dar detalhes “por respeito” ao trabalho da polícia.

“A força-tarefa está montada, em fase avançada, com vários dados, já estão logo no encalço dessas pessoas. Esse eu quero [resolver] em tempo recorde, para botarmos as mãos nesses bandidos. Tanto os pistoleiros como também os mandantes do crime”, informou.

Thales Jayme, o vice-presidente da OAB-GO, informa que os advogados foram vítimas de falsos clientes. Eles chegaram a marcar horário para serem atendidos, como se de fato estivessem precisando dos serviços das vítimas.

“Com certeza, essa simulação de assalto foi para tentar enganar. Eles queriam, realmente, matar o Marcus e o Frank. É preciso agora saber a motivação”, destacou Thales.

“Uma pessoa do escritório disse que os dois homens entraram na sala e simularam um assalto. O Marcus entregou R$ 2 mil a eles e achou que iriam embora, mas eles mandaram chamar o Frank. Em seguida, os dois se sentaram e foram baleados”, completou.

Morte premeditada

David Soares, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-GO, também acredita que a morte tenha sido premeditada. “Até pelo modus operandi. A forma com que tudo aconteceu parece ser muito premeditada. Então, tudo leva a crer que sim, infelizmente”.

Ainda de acordo com a investigação, ao ouvir os disparos, a secretária do escritório correu para uma outra sala e se trancou dentro de um banheiro.

Informações apontam que os criminosos fugiram em um carro branco, o mesmo em que chegaram ao local. Não foi informado se o dinheiro foi, de fato, levado.

0

Últimas notícias