Rolou na 6ª: Bolsonaro e cloroquina derrubam Teich; Covid-19 matou 14.817

Ministério da Saúde, sem ministro, atualiza dados da Covid-19 no Brasil: são 218.223 casos confirmados e 14.817 desde o início da pandemia

atualizado 15/05/2020 22:16

Rolou nesta sexta (15/05): não durou nem um mês. Nelson Teich, o breve, pediu demissão do Ministério da Saúde. Seus algozes foram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a cloroquina, tida pelo chefe do Executivo federal como a panacéia contra a Covid-19.

Avesso também ao afrouxamento do isolamento social, medida que tanto Bolsonaro insiste, Teich viu todas as suas inciativas frente à pasta serem desautorizadas pelo presidente.

Mesmo o decreto assinado por Bolsonaro para colocar como essenciais os serviçoe de salões de beleza e barbearias não passou pelo crivo de Teich, um ministro que ficou totalmente perdido quando questionado sobre essa medida do Planalto.

A gota d’água veio com a insistência do presidente em colocar a cloroquina como remédio eficaz – mesmo sem comprovação científica – no tratamento da doença.

Teich disse que não liberaria o uso indiscriminado da substância sem essa comprovação científica. O resultado foi sua saída do governo.

Por outro lado, a Covid-19 não espera por denfinições políticas. No dia em que o Ministério da Saúde ficou acéfalo, em plena pandemia, a pasta divulgou que foram registradas 824 mortes nas últimas 24 horas, com o número de óbitos por coronavírus chegando a 14.817 desde o início da pandemia.

O Brasil é o 6º país com mais mortes no mundo e, segundo afirma a própria equipe técnica do órgão, não há perspectiva, neste momento, de que as curvas de contágio e de óbitos se estabilizem ou diminuam.

Quanto aos casos confirmados, o ministério diz que já foram diagnosticados 218.223 pacientes, aumento de 15.305 em um dia.

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