“O barco está à deriva”, lamenta Doria após saída do ministro da Saúde

Governador de São Paulo voltou a criticar, nesta sexta (15/05), as atitudes do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia do coronavírus

atualizado 15/05/2020 15:19

HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o Brasil perde com a saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciada na manhã desta sexta-feira (15/05). Em publicação nas redes sociais, o tucano afirmou que “o barco está à deriva”.

“Mais um ministro da Saúde, que acredita na ciência, deixa o governo Bolsonaro. No momento em que a curva de mortes pelo coronavírus acelera, o Brasil perde com a saída de Nelson Teich. O barco está à deriva. Que Deus proteja o Brasil e os brasileiros”, escreveu.

Doria voltou a criticar, nesta sexta-feira (15/05), as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a maneira como vem conduzindo a crise da saúde instalada desde o início da pandemia. “Foi anunciado que o governo Bolsonaro vem deliberadamente retardando o repasse de recursos aos governadores. O gesto demonstra insensibilidade e a incapacidade do presidente de compreender a dimensão do cargo que ocupa”, começou.

Em seguida, o governador afirmou que Bolsonaro pensa que governar o Brasil é administrar sua família. “Não é. A atitude de retaliar os governadores por cumprirem seu dever é um gesto deplorável, e eu espero que o presidente cumpra a promessa de obedecer o pacto federativo”.

Doria fez um apelo ao chefe do Executivo nacional. “Até o momento, 14 mil brasileiros perderam suas vidas, presidente. Não estamos em uma brincadeira, em um campeonato de jetski, não estamos fazendo churrasco no jardim do Palácio da Alvorada. Estamos enfrentando uma gravíssima crise de saúde e de economia. O país acorda assustado todos os dias”, destacou.

“Presidente Bolsonaro, governe! Administre o seu país com equilíbrio, com paz no coração, com compreensão e com grandeza. Pare com agressões, pare com conflitos, pare de colocar o país dentro de um caldeirão interminável de briga e atrito. O Brasil, para vencer a pandemia, precisa estar unido”, finalizou.

Enoxeração

O ministro Nelson Teich deixa o comando da pasta após 28 dias no cargo, depois de discordar do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19.

Nesta semana, o chefe do Executivo afirmou que seria ele quem resolveria a questão da cloroquina e, nesta sexta-feira, informou que mudaria o protocolo sobre o uso do medicamento para tratar a Covid-19.

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