RJ: perícia descarta frenagem em acidente que matou filha de diplomata. Veja vídeo
Motorista da van que atropelou Mariana Hak disse que veículo não parou por falha mecânica. Polícia investiga a dinâmica do acidente
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro analisou as novas imagens do atropelamento que matou Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, na zona sul da capital, e não encontrou marcas de frenagem na pista do acidente. Veja o momento do acidente:
O motorista da van afirmou, em depoimento inicial, que tentou parar o veículo “de toda forma”, mas não conseguiu. Segundo ele, a direção travou devido a uma falha mecânica; por isso, saiu da pista. Naquele dia, o homem fazia entregas para uma empresa de comércio eletrônico.
Responsável pela investigação, a delegada Thaianne Barbosa de Moraes afirmou que parte das perícias foi realizada, mas que ainda serão necessários exames complementares antes da conclusão do caso.
De acordo com a investigadora, a perícia no veículo será fundamental para esclarecer o que aconteceu imediatamente antes e no momento do atropelamento.
O motorista também foi submetido a exames. Os resultados apontaram negativo para o consumo de álcool e drogas, segundo a apuração.
Entenda o que aconteceu
- As imagens mostram que o atropelamento aconteceu às 16h58. No vídeo, o veículo sobe na calçada, bate em um poste e atinge pedestres.
- Instantes depois, pessoas que estavam no local se aproximam para socorrer as vítimas até a chegada do resgate.
- A jovem chegou a ser socorrida, mas morreu um dia depois em decorrência dos ferimentos. O corpo foi sepultado em São Paulo, na última quinta-feira (21/5).
- A mãe da jovem também foi atingida no acidente, assim como outro pedestre. Ambos receberam atendimento no Hospital Municipal Miguel Couto e tiveram alta.
Quem era Mariana
Mariana era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para temas de paz e segurança, e de Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.
Formada em administração de empresas, Mariana estava de mudança para o Rio de Janeiro após passar cerca de 10 anos vivendo no exterior.
Ela havia morado no Reino Unido, na Venezuela, na Bélgica, no Líbano, na França e na Itália.
O presidente Lula lamentou a morte da jovem. Em publicação nas redes sociais, o petista afirmou ter telefonado para o embaixador na tarde da última terça-feira (19/5), para expressar solidariedade.









