PCERJ apura conduta de motorista no acidente com filha de diplomata
Após o acidente envolvendo Mariana Tanaka, filha de diplomatas, o condutor foi levado à 14ªDP (Leblon), mas liberado posteriormente
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga a conduta do motorista de van envolvido no atropelamento de pedestres que terminou na morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, filha de diplomata do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A tragédia ocorreu no sábado (16/5), em Ipanema, zona sul do Rio.
Mariana era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial no gabinete do presidente Lula, e da cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, que estava com ela no momento do acidente.
Segundo a corporação, agentes investigam a conduta do motorista no caso, como, por exemplo, se ele conduzia de forma irregular no momento do atropelamento. A van que o homem conduzia também é investigada.
Perícia
Câmeras de segurança da empresa Gabriel registraram a tragédia. O condutor da van segue um percurso em linha reta em uma via, quando perde o controle no cruzamento da via, invade a calçada, derruba um sinaleiro e atropela três pessoas.
Segundo a PCERJ, após o acidente, policiais levaram o condutor à 14ªDP (Leblon), onde ele prestou depoimento e foi liberado posteriormente. Exames indicaram que o motorista não estava sob efeito de álcool nem de substâncias ilícitas no momento da tragédia.
No que diz respeito à investigação da van, o veículo foi apreendido logo após o acidente. Técnicos da polícia científica fizeram perícia no interior do automóvel para identificar se alguma falha mecânica ocasionou o incidente.
A PCERJ ainda informou que as imagens das câmeras de segurança e a perícia feito no automóvel e na rua do acidente estão sendo analisadas.
Entenda
Imagens das câmeras de segurança da empresa Gabriel Tecnologia exibem o momento do acidente que resultou na morte de Mariana. O atropelamento ocorreu entre as ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá, no sábado, por volta das 17h.
As vítimas do acidente foram identificadas como: Mariana Tanaka, de 20 anos; a mãe dela, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, de cerca de 50, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires; e um ciclista, de, aproximadamente, 45.
Os três foram encaminhados ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Mariana era a vítima mais grave das três, tendo em vista que foi encaminhada ao instituto de saúde em estado vermelho (indivíduo que sofreu trauma grave ou apresenta risco de morte, mas possui chances de sobrevivência).
Um dia após o acidente, Mariana não resistiu e morreu. Ela foi sepultada em São Paulo, nesta quinta-feira (21/5).









