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Brasil

Remédios de intubação de hospitais privados podem acabar em 48h

O estoque atual de remédios para intubação varia de 4 a 19 dias. O Ministério da Saúde requisitou na quarta-feira estoques da indústria

20/03/2021 08:42, atualizado 20/03/2021 21:53
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Equipamentos de UTI, com rocurônio e fentanil, dois dos medicamentos em falta e com alta elevação de preço no brasil

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) declarou, em carta aberta, que as requisições do governo federal feitas à indústria para aquisição de remédios do “kit intubação” estão desorganizando os estoques das unidades particulares de saúde.

A situação é tão grave que em algumas instituições, segundo a entidade, os medicamentos usados no atendimento a pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, podem se esgotar em quatro dias.

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“A situação é crítica e, se medidas urgentes não forem tomadas em âmbito nacional, mais pacientes morrerão”, frisa trecho do texto.

Levantamento realizado pela associação revela que em 18 de março a escassez de medicamentos essenciais, especialmente os sedativos necessários para intubação, já estavam com baixo estoque. Entre os exemplos então o propofol e o cisatracurio, que durariam apenas 48 horas.

“Há um ano, o Brasil tem se mobilizado para o enfrentamento da Covid-19. A saúde, sem dúvida, é um dos setores mais afetados pela pandemia, e tem se deparado com vários desafios importantes”, ressalta o documento.

A carta completa. “Um dos mais graves, neste momento, é a iminente escassez de medicamentos necessários para atendimento aos pacientes graves acometidos pela Covid-19, bem como a requisição desses medicamentos pelas secretarias municipais de saúde e pelo Ministério da Saúde”, finaliza o texto.

Estoque atual médio nas unidades privadas da Anahp

  • Propofol – 4 dias
  • Cisatracurio – 4 dias
  • Atracúrio – 4 dias
  • Rocuronio – 9 dias
  • Midazolam – 14 dias
  • Fenatanila – 19 dias

O Ministério da Saúde requisitou na quarta-feira (17/3), estoques da indústria de medicamentos para suprir a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) diante da alta nas internações em todas as regiões do país.

A requisição diz respeito a sedativos, analgésicos e bloqueadores musculares usados para intubar pacientes. Para a Anahp, a decisão do ministério afeta recursos que já tinham sido contratados e ameaça também a rede particular.