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Brasil

Relatório indica que BC pode ter de justificar inflação acima da meta

Meta anual de inflação é de 4,5%. Quando limite no acumulado de 12 meses consecutivos é extrapolado por seis meses, BC tem fazer justifica

25/06/2026 16:35
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Relatório indica que BC pode ter de justificar inflação acima da meta

O Banco Central (BC) divulgou, nesta quinta-feira (25/6), o Relatório de Política Monetária (RPM). O documento apresenta as projeções de inflação para até 2028. Os dados presentes no documento colocam o índice acima do teto da meta (4,5%) no acumulado de 12 meses por seis meses ou mais, o que indica a necessidade de a autoridade monetária divulgar uma carta aberta explicando o estouro do objetivo.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 4,72% nos últimos 12 meses encerrados em maio.

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O relatório do BC considera que, nas projeções do “cenário de referência”, a inflação deve subir até o fim de 2026,  ou seja, ficando mais de dois trimestres consecutivos acima do limite superior do intervalo de tolerância, que é 4,5%. Por outro lado, o índice deve reduzir em 2027.

“Nesse cenário, que utiliza taxa Selic da pesquisa Focus e taxa de câmbio seguindo a PPC, após recuar para 4,1% no primeiro trimestre deste ano, a inflação acumulada em quatro trimestres volta a subir,  atingindo 5,2% no final do ano. A partir de então, volta a cair, chegando a 3,1% no último período considerado, referente ao quarto trimestre de 2028”, conta no relatório.

Destaque do relatório

O Relatório de Política Monetária também elevou as projeções do crescimento da economia brasileira e da inflação em 2026.

Para este ano, a previsão mais recente era de crescimento de 1,6% e, agora, de 2%. Em relação à inflação, a previsão subiu para 5,2%.

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