Eleição 2026

PT lança carta aos evangélicos com crítica ao uso da fé na política

Documento divulgado por grupo ligado ao PT defende democracia, políticas sociais e rejeita a instrumentalização da religião

atualizado

metropoles.com

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Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Divulgação
Bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT) - Metrópoles
1 de 1 Bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT) - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Divulgação

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta direcionada aos evangélicos brasileiros na qual critica o uso da fé “para fins políticos e econômicos”. O documento foi assinado pelo IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, ocorrido em Brasília, nesta segunda-feira (8/6), e reúne posicionamentos sobre temas religiosos, sociais e políticos.

A carta afirma que os evangélicos têm diferentes visões políticas e que cada fiel deve ter liberdade para formar suas próprias opiniões dentro das igrejas. O texto também critica o uso da religião para influenciar disputas políticas e condena o que considera uma exploração da fé para obter vantagens financeiras.

Outro tema abordado é a disseminação de fake news e discursos de ódio. Segundo a carta, a desinformação e a manipulação da fé representam desafios para a convivência democrática e para a qualidade do debate público.

“Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos. O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum”, diz trecho da carta

Relação do PT com evangélicos

Ao tratar da relação entre o PT e o segmento evangélico, o texto afirma que os governos petistas adotaram uma postura de respeito à liberdade religiosa.

O documento cita medidas implementadas durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o reconhecimento da música gospel “como cultura e patrimônio nacional” e a criação de datas comemorativas voltadas ao público evangélico.

A carta também menciona as eleições de 2026. Os participantes defendem a presença dos evangélicos nos debates sobre os rumos do país e manifestam apoio à continuidade do projeto político liderado por Lula. Ao mesmo tempo, ressaltam que esse posicionamento não deve ser confundido com o uso eleitoral da religião.

A divulgação da carta ocorre em meio à tentativa do partido de ampliar sua interlocução com os evangélicos. A relação entre o presidente Lula e parte desse eleitorado tem sido marcada por resistências e disputas de narrativas ao longo dos últimos anos.

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