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Política

Weintraub compara ação do STF com perseguição de judeus na Alemanha nazista

Ministro da Educação disse ter crescido ouvindo histórias sobre a polícia invadindo casas de famílias perseguidas pelo regime

27/05/2020 14:00, atualizado 27/05/2020 14:01
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Jacqueline Lisboa/Esp. Metrópoles
Abraham Weintraub

Ao prestar solidariedade aos alvos de ação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (27/05), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, comparou a operação à perseguição dos judeus pela Alemanha nazista. Ele se manifestou pelo Twitter.

De origem judaica, o auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que cresceu ouvindo histórias de perseguição à própria família e sobre a SS Totenkoptf (sic) que invadia casas de famílias perseguidas pelo Nazismo — a Totenkopf era uma das divisões do braço armado da SS, a Schutzstaffel, força militar do governo nazista.

“Nesse momento sombrio, digo apenas uma palavra aos irmãos que tiveram seus lares violados: LIBERDADE!”, escreveu ele.

A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do Inquérito das Fake News. As investigações, até agora, apuram a disseminação e o financiamento de notícias falsas.

Entre os alvos estavam Luciano Hang, dono da Havan, e Edgar Gomes Corona, da rede de academias Smart Fit, além dos deputados federais Daniel Silveira (PSL-RJ), Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP), o blogueiro Allan dos Santos, do blog Terça Livre, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), e a bolsonarista Sara Winter.

Moraes autorizou busca e apreensão e vários deles denunciaram ter computadores e celulares levados pelos agentes.

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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
Abraham Weintraub deixou o MEC
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