Warren: “Bolsonaro busca retaliação a Glenn por expor corrupção”

Pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos cobrou retirada das acusações e fim de ataques à imprensa

Ethan Miller/Getty Images

atualizado 24/01/2020 7:12

A senadora e pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Elizabeth Warren, acusou, nesta quinta-feira (23/01/2020), o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) de “buscar retaliação estatal” contra o jornalista e cofundador do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald. Nesta semana, ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Spoofing, que investiga o vazamento de dados de celulares de autoridade.

Warren pontua que o jornalista estaria sendo retaliado por “expor abuso público e corrupção” e cobra a retirada do processo. “Brasil deveria retirar as acusações e parar os ataques a uma imprensa livre e aberta”, twitou.

Confira:

Em novembro deste ano, caso seja confirmada como o nome do Partido Democrata nas eleições estadunidenses, Elizabeth Warren disputará contra o atual presidente, Donald Trump. O republicano é aliado de Bolsonaro.

O caso
Greenwald, apesar de não ter sido indiciado pela Polícia Federal, foi denunciado pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira pelos crimes de associação criminosa e interceptação telefônica. Por força de liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, ele sequer podia ser alvo das investigações.

O site que Glenn Greenwald cocriou foi responsável pela divulgação de uma série de conversas vazadas dos celulares de membros da Operação Lava Jato, incluindo o atual ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol. O conteúdo das mensagens colocou em xeque a atuação da força-tarefa e a imparcialidade das figuras públicas envolvidas, em um episódio conhecido como “Vaza Jato“.

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