Urna eletrônica suspeita de fraude, na verdade, tinha botão quebrado
Peritos da PF não encontraram falhas no software ou no sistema após denúncia de eleitores de Morro Agudo (SP)
04/08/2021 08:05

Após investigação, a Polícia Federal (PF) concluiu que não houve fraude em uma urna eletrônica que eleitores de Morro Agudo (SP) acusaram de induzir ao número 13. Moradores da cidade, localizada a 380 km de São Paulo, reclamaram que, após digitar o número 1, o equipamento acrescentava o 3 automaticamente, o que beneficiava o candidato Fernando Haddad (PT).
Os peritos da PF analisaram o equipamento e concluíram se tratar de um problema físico no teclado, e não de falha no software ou no sistema da urna. As informações foram obtidas pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.
Em sua live na última quinta-feira (29/7), em que Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu apresentar provas de fraude, foram mostrados vídeos de urnas supostamente viciadas em que o número 3 era acionado logo após o eleitor apertar a tecla 1.
Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que os casos são falsos e instaurou uma investigação contra o presidente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo os peritos, a inserção no número 3 ocorria em vários casos, não só após o 1, por causa de uma falha física no teclado da urna de 9 anos de uso.
“Ressalta-se que esse evento de o número 3 ser enviado arbitrariamente, sem digitação do usuário, foi observado em momentos aleatórios, após digitação de distintas teclas, em diferentes telas de votação, para os variados cargos”, diz trecho da conclusão.






