Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Pressionado, Congresso estuda recuar Fundo Eleitoral para R$ 2 bi

Rodrigo Maia já sinalizou redução de R$ 3,8 bi para R$ 2,5 bi, mas relator deve voltar para valor proposto originalmente pelo governo

12/12/2019 11:44
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pressionado, Congresso estuda recuar Fundo Eleitoral para R$ 2 bi

Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) sinalizar que o aumento no Fundo Eleitoral para R$ 3,8 bilhões teria dificuldade de prosperar, correndo inclusive o risco de ser vetado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o relator do Orçamento, deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), conta que a ideia é recuar para os R$ 2 bilhões que estavam previstos na proposta original do governo.

“Estou trabalhando para construir consenso e acordo para manter os R$ 2 bilhões que já vieram na proposta do governo”, disse Domingos Neto ao Metrópoles.

Deputados de vários partidos já mostravam desconforto com as cobranças que têm recebido da sociedade e discursos contra o Fundo Eleitoral de R$ 3,8 bilhões estavam cada vez mais presentes nas tribunas de Câmara e Senado, sem ninguém com disposição para fazer um contraponto.

A ideia sinalizada por Rodrigo Maia era de uma redução parcial, para R$ 2,5 bilhões, mas líderes partidários não querem arriscar a possibilidade de um veto presidencial, que aumentaria ainda mais o desgaste do Parlamento.

Mas não é só isso
Ainda que reduzam mesmo o Fundo Eleitoral, os partidos não terão “apenas” R$ 2 bilhões para fazer a campanha eleitoral do ano que vem. Como o Metrópoles mostrou na última semana, a proposta de Orçamento para o ano que vem prevê ainda mais R$ 959 milhões para o Fundo Partidário, que é repassado todos os anos (o Eleitoral, só em ano de eleição, de dois em dois anos).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Ao todo, portanto, mesmo com redução, os cofres públicos deverão repassar R$ 2,9 bilhões para as siglas ao longo do ano que vem. Além de bancar o pleito municipal, o valor serve para manter a estrutura dos partidos e é distribuído proporcionalmente ao tamanho da bancada na Câmara, com PT e PSL recebendo as maiores fatias.

O martelo sobre o valor final dos fundos no Orçamento deverá ser batido até o próximo dia 17 de dezembro, em sessão conjunta do Congresso Nacional.