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Política

Presidente da OAB a Bolsonaro: "A paciência que terminou é a da sociedade"

Felipe Santa Cruz ataca falas do presidente da República, em novo ato antidemocrático, de que "chegou ao limite" e "não tem mais conversa"

03/05/2020 16:25, atualizado 03/05/2020 16:26
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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Presidente da OAB a Bolsonaro: “A paciência que terminou é a da sociedade”

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, voltou a reagir a declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre sua impaciência com os limites que vêm sendo impostos por outros Poderes, como as seguidas derrotas no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso. Na tarde deste domingo (03/05), Santa Cruz rebateu assim a fala do chefe do Executivo federal pela manhã, em novo ato antidemocrático:

“Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente. A única paciência que chegou ao fim, legitimamente e com razão, é a paciência da sociedade com um governante que negligencia suas obrigações, incita o caos e a desordem, em meio a uma crise sanitária e econômica”, atacou o líder dos advogados brasileiros.

Horas antes, Bolsonaro voltou a discursar em uma manifestação contra os outros poderes e com pedidos de intervenção militar. Em transmissão ao vivo do Palácio do Planalto, o presidente subiu o tom:

“Queremos a independência verdadeira dos três poderes, e não apenas uma letra da Constituição, não queremos isso. Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente. Acredito no povo brasileiro e nós todos acreditamos no Brasil”. E emendou: “Peço a Deus que não tenhamos problemas nessa semana. Porque chegamos no limite, não tem mais conversa”.
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O presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e acenou para apoiadores
Manifestantes pró-Bolsonaro se reúnem na Esplanada
Participantes não poupam críticas ao ex-ministro Sergio Moro
Ato em defesa de Bolsonaro reúne manifestantes na Esplanada
Manifestantes fazem ato pró-governo de Jair Bolsonaro
Bolsonaro aparece em ato pró-governo
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Bolsonaro aparece em ato pró-governo

Hugo Barreto/Metrópoles
O presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e acenou para apoiadores
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O presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e acenou para apoiadores

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Manifestantes pró-Bolsonaro se reúnem na Esplanada
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Manifestantes pró-Bolsonaro se reúnem na Esplanada

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Participantes não poupam críticas ao ex-ministro Sergio Moro
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Ato em defesa de Bolsonaro reúne manifestantes na Esplanada
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Manifestantes fazem ato pró-governo de Jair Bolsonaro
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Manifestantes fazem ato pró-governo de Jair Bolsonaro

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Manifestantes pedem "intervenção militar com Bolsonaro"
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Manifestantes pedem "intervenção militar com Bolsonaro"

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Carreata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro
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Carreata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro

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Carreata pró-Bolsonaro na Esplanada
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Carreata pró-Bolsonaro na Esplanada

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Manifestantes participam de ato em apoio a Bolsonaro
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Manifestantes participam de ato em apoio a Bolsonaro

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Sem máscara

Bolsonaro chegou por volta das 12h ao Palácio do Planalto, acompanhado por escolta de segurança.

Sem máscara, o presidente da República se aproximou da grade que o separa dos manifestantes e acenou para quem estava no local. O chefe do Executivo avisou aos apoiadores que “não admitirá interferência no governo” e afirmou que “a paciência acabou”.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de suspender a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo do presidente e dos filhos, para a direção da Polícia Federal (PF) foi a última em uma série de tentativas de impor limites a Bolsonaro, que tem deixado o presidente a cada dia mais irritado com o que chama de supostas interferências de outros Poderes no Executivo.

Nos discursos, Bolsonaro tem ressaltado que os Poderes devem ser independentes. A nomeação de Ramagem foi suspensa justamente porque o ex-ministro Sergio Moro, ao pedir demissão, alegou que o presidente é que tentava interferir na PF. A ruidosa saída do ex-juiz do ministério gerou a abertura de um inquérito pelo STF para investigar os dois, Bolsonaro e Moro.