PDT, PSB, PV e Rede se unem por impeachment de Bolsonaro

Direções nacionais dos quatro partidos decidiram, na noite desta sexta-feira, agir em conjunto pelo afastamento do presidente

atualizado 24/04/2020 23:34

As direções nacionais de PDT, PSB, PV e Rede decidiram, na noite desta sexta-feira (24/04), que agirão em conjunto pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O acordo foi selado depois de uma reunião por videoconferência, e os líderes dos quatro partidos definiram que as iniciativas de cada legenda e bancada para afastamento de Bolsonaro serão tratadas em grupo.

“O presidente tem demonstrado total desapreço à democracia, à Constituição Federal e aos poderes constituídos da República, bem como à ciência e à saúde do povo brasileiro. Nas últimas semanas, Bolsonaro tem incitado o desrespeito às orientações da Organização Mundial da Saúde a respeito da pandemia de Covid-19, estimulando, assim, a contaminação de milhares de pessoas”, escreveram os partidos na nota.

A nota enviada pelo grupo prossegue: “Após demitir seu ministro da Saúde unicamente por este seguir as orientações científicas mundiais, Bolsonaro cria hoje uma nova crise política ao exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, sem nenhuma justificativa e, de acordo com o ex-ministro Sergio Moro, com a intenção de influenciar pessoalmente nas atividades e investigações da PF.”

Leia a íntegra do documento:

“PSB, PDT, Rede e PV, após reunião de suas direções realizada por videoconferência no início da noite de hoje, decidem conjuntamente apoiar as iniciativas de cada partido e sua respectiva bancada pelo impeachment do atual presidente Jair Bolsonaro.

O presidente tem demonstrado total desapreço à democracia, à Constituição Federal e aos poderes constituídos da República, bem como à ciência e à saúde do povo brasileiro. Nas últimas semanas, Bolsonaro tem incitado o desrespeito às orientações da Organização Mundial da Saúde a respeito da pandemia de Covid-19, estimulando, assim, a contaminação de milhares de pessoas.

Após demitir seu Ministro da Saúde unicamente por este seguir as orientações científicas mundiais, Bolsonaro cria hoje uma nova crise política ao exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, sem nenhuma justificativa e, de acordo com o ex-ministro Sérgio Moro, com a intenção de influenciar pessoalmente nas atividades e investigações da PF.

O discurso do presidente no final da tarde, transmitido em rede nacional, não apresentou consistência alguma. Bolsonaro ocupou a maior parte do tempo elencando assuntos familiares, esquecendo-se de que, antes do chefe de família, deveria ser o chefe de Estado da nação brasileira. O presidente mostra, a cada dia, não estar minimamente à altura do seu cargo, em especial no momento delicado pelo qual passam o Brasil e o mundo.

PSB, PDT, Rede e PV se mantêm unidos em defesa da democracia, das instituições republicanas e da saúde do povo brasileiro.”

 

 

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