Parlasul manifesta apoio à deputada Talíria Petrone, ameaçada de morte

No documento, a Comissão de Direitos Humanos do órgão ainda cobrou resultados da apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco

atualizado 09/10/2020 14:22

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou uma moção de apoio à deputada Talíria Petrone (PSol-RJ), que tem sofrido constantes ameaças de morte.

No mesmo documento, o Parlasul cobra do governo brasileiro ações para a resolução do crime político que tirou a vida da vereadora Marielle Franco, em 14 de março de 2018.

O texto foi apresentado pela deputada Sâmia Bomfim (PSol-SP), representante da bancada do PSol no Parlasul.

O caso de Talíria Petrone foi denunciado à Organização das Nações Unidas (ONU). Na manifestação, a comissão também se coloca contrária à violência política no Brasil.

Ao aprovar a moção de apoio, a comissão do Parlasul expressou “grande preocupação com a segurança da deputada Talíria Petrone, que foi oficialmente notificada de seis planos para seu assassinato e o mais enérgico repúdio à violência política de gênero e raça contra mulheres parlamentares e candidatas no Brasil”.

“O governo brasileiro precisa dar respostas à violência política no país, em especial contra as mulheres negras. Não queremos virar mártir. Nós queremos vivas para continuar na luta!”, escreveu Petrone em conta oficial no Twitter.

Os parlamentares do Mercosul também provocaram o governo brasileiro a tomar medidas efetivas para garantir a segurança da deputada do PSol e de todas as candidatas nas eleições deste ano, especialmente as mulheres negras.

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