Para defesa de Lula, decisão do STF recupera credibilidade da Justiça
Por 8 votos a 3, o STF confirmou a decisão do ministro Fachin que anulou condenações e restabeleceu direitos políticos do ex-presidente

Logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a liminar do ministro Edson Fachin anulando as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os advogados do ex-presidente soltaram nota afirmando considerar que a Corte “restabeleceu a segurança jurídica e a credibilidade da Justiça” no país.
A nota é assinada pelos advogados Cristino Zanin Martins e Valeska Martins. Segundo eles, trata-se de uma decisão histórica, “que reforça o Estado de Direito, ao confirmar, por maioria de votos, a decisão proferida em 08.03.2021 pelo Ministro Edson Fachin (HC 193.726/PR) e tornar definitiva a incompetência da 13ª. Vara Federal de Curitiba para julgar os casos do ex-presidente Lula, com a consequente anulação dos atos decisórios, incluindo as injustas condenações impostas a Lula, e restabelecer os seus direitos políticos.
“A incompetência da Justiça Federal de Curitiba é afirmada por nós, advogados do ex-presidente Lula, desde a primeira manifestação escrita protocolada em Curitiba, em 2016, e foi sustentada em todas as instâncias do Poder Judiciário até chegar ao Supremo Tribunal Federal. Trata-se de mais uma decisão da Suprema Corte que restabelece a segurança jurídica e a credibilidade do Sistema de Justiça do nosso país”, enfatiza a nota.
A decisão do plenário do STF teve o placar de 8 votos a 3 para reconhecer a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar processos do ex-presidente no âmbito da Lava Jato. Com isso, os ministros mantiveram a anulação das condenações do petista, imposta pelo ministro Edson Fachin em caráter liminar.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNesta sessão, os ministros analisaram apenas um entre os pontos levantados pela liminar de Fachin. O colegiado ainda precisa discutir, na próxima quinta-feira (22/4), o envio das ações à Justiça Federal do DF e o arquivamento da suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro. Na quarta-feira (21/4) não haverá sessão por causa do feriado.











