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Política

Maia diz "não ter dúvidas" de que Pazuello cometeu crime, e defende CPI da Saúde

Parlamentar defendeu a criação da CPI para investigar omissões do governo na Saúde e pontuou situações que considera criminosas

25/01/2021 17:24, atualizado 25/01/2021 17:58
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Maia diz “não ter dúvidas” de que Pazuello cometeu crime, e defende CPI da Saúde

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta segunda-feira (25/1), que não tem dúvidas de que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeu crime contra a população brasileira.

Ao defender a CPI da Saúde, o parlamentar explicou que a Câmara dos Deputados não possui prerrogativa para impedimento de ministro, apenas do presidente da República.

“Eu não tenho dúvida nenhuma de que o ministro da Saúde já cometeu crime, a irresponsabilidade dele do tratamento precoce, a irresponsabilidade dele de não ter respondido à [carta da] Pfizer, de não ter se aliado ao Instituto Butantan para acelerar a vacina, e não apenas a da Fiocruz – tudo isso já caracteriza crime e a PGR está investigando”, declarou Maia a jornalistas.

Em meados de setembro de 2020, o CEO mundial da Pfizer, Abert Bourla, enviou cartas ao ministro da Saúde e ao presidente Jair Bolsonaro com intuito de dar início às negociações para a aquisição do imunizante. As correspondências não teriam sido respondidas, o que possivelmente atrapalhou as aquisições posteriores.

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“Se o Ministério da Saúde não respondeu à [carta da] Pfizer é crime, crime contra a população brasileira. Qual é o nome técnico não sei, não sou advogado. Mas ter tratado de forma irrelevante o alerta da Pfizer é crime, só que os crimes precisam ser investigados. Por isso, preciso de uma CPI para investigar as responsabilidades sobre essa questão que a mais grave de todas, neste momento de segunda onda”, acrescentou.

Maia citou um estudo que aponta que, se o governo tivesse iniciado a vacinação e garantido a imunização de 70% da população até o meio do ano, o país cresceria até 8%. Diante da real situação, entretanto, o crescimento seria inferior a 3%.