Lives de Bolsonaro são “estratégias promocionais faccionais”, diz CPI
Comissão pediu a suspensão ou o banimento do presidente da República das redes sociais. Alexandre de Moraes pediu informações à CPI
atualizado
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Ao justificar a ação que busca banir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) das redes sociais, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 afirmou que as tradicionais lives do chefe do Executivo federal tratam-se de “estratégias promocionais faccionais”.
“Tem-se que as lives do presidente da República não configuram atuação institucional, republicana, a tutelar o interesse público em sua unidade política, como aduziu a Advocacia-Geral da União para fundamentar sua atuação neste ‘writ’, mas estratégias promocionais faccionais, que só se justificam como ação eleitoral, como incitação a séquito radical com vistas à manutenção no poder”, afirmou a CPI da Covid, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, no sábado (30/10), que a CPI dê informações sobre a ação que pede o banimento de Bolsonaro das redes.
Na última terça-feira (26/10), a comissão aprovou requerimentos que pedem a quebra de sigilo telemático do presidente e a suspensão ou banimento de Bolsonaro das redes sociais. Também foi pedida a retratação dele pela declaração associando a vacina contra a Covid-19 à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), na live semanal da semana passada.
Bolsonaro recorreu, no dia seguinte, ao STF para barrar os pedidos da comissão em relação às suas redes sociais.
“As ‘fake news’ proferidas pelo impetrante na live do dia 21 de outubro tinham o claro propósito de sabotar a campanha de vacinação coordenada pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento a Covid-19 do Ministério da Saúde em articulação com estados, municípios e organismos internacionais, o que configura em tese crime de responsabilidade”, assegura a advocacia do Senado Federal, no documento.






