Bolsonaro recorre ao STF contra quebra de sigilo determinada por CPI
Para a Advocacia-Geral da União, a CPI da Covid decretou de forma irregular e inconstitucional a quebra do sigilo telemático do presidente

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 que determinou sua quebra de sigilo telemático e a suspensão de contas em redes sociais. O pedido foi protocolado pelo Advocacia-Geral da União (AGU), nesta quarta-feira (27/10), às 15h46.
Durante a aprovação do relatório, a Comissão Parlamentar de Inquérito pediu a suspensão ou o banimento do presidente das redes sociais e uma retratação, sob pena de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.
Também foi solicitada a quebra de sigilo telemático do chefe do Executivo federal e o envio dos dados ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do Inquérito das Fake News.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasPara a AGU, a CPI decretou de forma irregular e inconstitucional a quebra de sigilo do presidente. Segundo argumenta a AGU, Jair Bolsonaro “nem sequer poderia ter figurado como testemunha, tampouco como investigado”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A quebra dos dados telemáticos do presidente da República tem potencial aptidão de provocar danos à ordem institucional e à segurança nacional”, alega ainda a AGU.
Na argumentação do mandado de segurança, a AGU afirma que: “Ainda que se trate de informações acerca de um agente público, não se pode esvaziar por completo os direitos constitucionais à intimidade e à privacidade do ocupante de cargo público, como se pretende in casu, haja vista que devem remanescer em sua esfera privada dados e informações pessoais que não dizem respeito ao exercício de sua função”.
O documento foi distribuído ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Leia documento na íntegra:
MS 38289- 1-Peticao Inicial Peticao Inicial by Tacio Lorran Silva on Scribd



