Decisão sobre depoimento de Bolsonaro ao STF é adiada para dia 6

Supremo vai decidir na quarta-feira (6/10) formato do depoimento do presidente no inquérito sobre suposta interferência na Polícia Federal

atualizado 30/09/2021 17:10

Jair Bolsonaro e Sergio MoroRafaela Felicciano/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para a próxima quarta-feira (6/10) a decisão sobre o formato do depoimento de Jair Bolsonaro (sem partido) no inquérito que apura suposta interferência do presidente da República na Polícia Federal (PF).

O julgamento foi adiado para a próxima semana depois de ter sido agendado para quarta (29) e quinta-feira (30).

Bolsonaro foi acusado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de querer interferir na corporação para proteger familiares e amigos. A declaração foi dada em 24 de abril de 2020, dia em que Moro pediu demissão e deixou o governo.

O inquérito em que o chefe do Executivo federal é acusado de interferência na PF está parado desde que o ex-ministro Celso de Mello determinou que Bolsonaro prestasse depoimento de forma presencial.

Descontente com a determinação de Mello, tomada em 11 de setembro de 2020, Bolsonaro recorreu para depor apenas por escrito. O pedido, no entanto, levou o decano a solicitar ao presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, a inclusão do processo na pauta do plenário – o que foi aceito.

O tema começou a ser debatido e Celso de Mello foi o único a votar, reiterando sua posição a favor do depoimento presencial. Falta apenas a fala de Bolsonaro para o inquérito ser encerrado.

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2º inquérito atinge o Planalto

Mais recentemente, a ministra Rosa Weber, do STF, autorizou a abertura de outro inquérito que atinge o Planalto. Dessa vez, o intuito é investigar se o presidente cometeu crime de prevaricação por supostamente não ter comunicado aos órgãos de investigação sobre indícios de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin.

No despacho que pediu a abertura da investigação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já sinalizou que pretende ouvir “os supostos autores do fato” – o que inclui Bolsonaro. No entanto, essa possibilidade esbarra no impasse ainda pendente no Supremo – se o depoimento do chefe do Executivo será presencial ou por escrito.

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