Exonerado após voo “imoral” pela FAB, José Santini ganha cargo no Planalto

Foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação de Santini para o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência

atualizado 08/02/2021 10:03

Alan Santos/PR

Pouco mais de um ano após ser exonerado por voar em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) de forma “completamente imoral”, segundo o próprio presidente Jair Bolsonaro pontuou à época, José Vicente Santini foi nomeado, nesta segunda-feira (8/2), para o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.

Santini será o número 2 de Pedro Cesar de Souza, que está com os dias contados no Planalto. Quem entrará no lugar dele será Onyx Lorenzoni. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda.

Em janeiro de 2020, o novo secretário-executivo da Presidência fez uso de um avião da FAB para ir a uma reunião do Fórum Econômico Mundial, na Suíça, e depois seguiu viagem para a Índia. Ele foi demitido quando o caso ganhou repercussão na imprensa.

Porém, um dia depois de ser desligado pelo presidente Bolsonaro, Santini foi nomeado para outro cargo na mesma pasta. Ele viraria assessor especial da Secretaria de Relacionamento Externo, se a tentativa de emplacá-lo em outro posto não tivesse sido descoberta e ganhado, novamente, espaço nos noticiários. Diante da exposição, o mandatário do país, então, decidiu tornar sem efeito a portaria referente à readmissão do ex-secretário executivo da Casa Civil.

Em setembro, Santini conseguiu voltar ao governo, nomeado para o cargo de assessor de Ricardo Salles, no Ministério do Meio Ambiente.

Agora, está de volta ao Palácio do Planalto, veja a publicação no DOU:

Nomeação Santini Casa Civil

Gastos

José Vicente Santini realizou outros 15 deslocamentos durante sua passagem pelo órgão da Presidência da República.

Ao todo, o governo desembolsou R$ 94,3 mil com as viagens do secretário-executivo, que substituía o titular da pasta à época, ministro Onyx Lorenzoni. As viagens foram realizadas entre janeiro e dezembro de 2019.

As informações fazem parte de um levantamento do Metrópoles com base em dados divulgados pelo Portal da Transparência, canal de divulgação de contas do governo federal. Em média, cada deslocamento custou R$ 6,2 mil em passagens aéreas e recebimento de diárias.

Entre os destinos internacionais de Santini, estão Madri, Washington, Paris, Tel Aviv, Antártica e Nova York. No Brasil, ele esteve em São Paulo, Boa Vista, Santa Maria, Belo Horizonte e Bento Gonçalves.

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