Fernando Moura vai assumir Secretaria Executiva da Casa Civil

Indicação ocorre horas após Bolsonaro demitir José Vicente Santini. Ele usou um avião da FAB em viagem à Índia

Reprodução/Twitter

atualizado 28/01/2020 18:16

Horas após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitir o ministro-chefe em exercício da Casa Civil, José Vicente Santini (à esquerda na foto em destaque), o governo anunciou o nome que o substituirá: Fernando Moura, atual secretário adjunto, será alçado ao cargo de número dois da pasta, atrás somente do titular Onyx Lorenzoni.

Santini acabou exonerado após usar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar para a Índia. O chefe do Palácio do Planalto considerou “inadmissível” o deslocamento em avião oficial.

“O secretário adjunto Fernando Moura será confirmado como secretário executivo no lugar deixado por José Vicente Santini”, informou a Casa Civil, no início da tarde desta terça-feira (28/01/2020).

No exercício do cargo, Santini tem o direito de usar o avião da FAB, mas a atitude não agradou Bolsonaro, que conversou com jornalistas na manhã desta terça na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

“Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Decidido por mim”, declarou Bolsonaro.

Santini foi a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. De lá, viajou até Nova Delhi para se juntar ao presidente.

Voos da FAB
Somente nos 26 primeiros dias de janeiro de 2020, 382 passageiros foram transportados em voos da FAB. Entre 1º de janeiro e o último domingo (26/01/2020), foram 42 viagens.

Os dados fazem parte de um levantamento do Metrópoles que teve por base atas de registros de voos do órgão. Apenas em seis dias (1º, 2, 7, 11, 18 e 20) não houve registro de decolagens oficiais.

Na média, o número de deslocamentos é o menor desde 2018. No mesmo recorte de tempo, foram 123 voos e 855 passageiros. No ano passado, a FAB contabilizou 52 decolagens e 726 pessoas transportadas.

Em 2020, a autoridade que mais viajou foi o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), com 12 deslocamentos. Em segundo lugar, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, com cinco embarques.

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