DOU: Bolsonaro cancela nomeação de assessor que voou na FAB

O presidente da República nomeou, interinamente, o atual subchefe adjunto executivo da Casa Civil para ocupar o cargo

atualizado 30/01/2020 15:05

Alan Santos/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tornou sem efeito, nesta quinta-feira (30/01/2020), a portaria referente à readmissão do ex-secretário executivo da Casa Civil da Presidência da República José Vicente Santini. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

“A Portaria nº 34, de 29 de janeiro de 2020, publicada no Diário Oficial da União, Edição Extra, do dia 29 de janeiro de 2020, Seção 2, página 1, referente à nomeação de JOSÉ VICENTE SANTINI, para exercer o cargo de Assessor Especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil da Presidência da República, código DAS 102.6”, escreveu.

Na mesma publicação, o mandatário do país exonerou Fernando Wandscheer de Moura Alves do cargo de Secretário-Executivo da Casa Civil e nomeou para ocupar o posto, interinamente, Antônio José Barreto de Araújo Júnior. O servidor de carreira atua como subchefe adjunto executivo da Casa Civil desde março de 2019. O Planalto comunicou que ele acumulará as duas atribuições.

Amigo dos filhos de Bolsonaro, Santini foi demitido pelo presidente por usar o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para dois deslocamentos: o primeiro até Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. Na ocasião, ele atuava como ministro-chefe da Casa Civil de forma interina, no lugar de Onyx Lorenzoni.

Na sequência, usou novamente o avião militar para ir até a Índia, onde o presidente Jair Bolsonaro se encontrava em viagem oficial. Os gastos estimados com o deslocamento de Santini passam dos R$ 700 mil.

Exoneração
Após a revelação da viagem em avião da FAB, Bolsonaro classificou como “inadmissível” a situação e chamou o comportamento do amigo de seus filhos de “imoral”. A demissão, então, foi publicada na manhã dessa quarta-feira (29/01/2020) no Diário Oficial da União (DOU).

Menos de 12 horas depois, porém, em edição extra do DOU, Santini foi novamente contratado. Dessa vez, para exercer o cargo de assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil. O salário era de R$ 16.944,90. A remuneração anterior era de $ 17.327,65 mensais, numa função de natureza especial.

A nomeação gerou revolta nas redes sociais. Com isso, também pelas redes, Bolsonaro anunciou – menos de 12 horas depois – que tornaria sem efeito o ato normativo.

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