Em nova crítica, Bolsonaro chama passaporte da vacina de “coleira”

Anvisa tem recomendado exigência do comprovante de vacinação contra Covid-19 para estrangeiros após surgimento de nova variante do vírus

atualizado 07/12/2021 18:04

Fotografia colorida. Bolsonaro aparece no centro da imagem falando ao microfone. Ele veste um paletó com gravata azul e aparenta estar preocupadoRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), voltou a criticar a exigência de comprovante de vacinação contra a Covid-19, também chamado de passaporte da vacina. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira (7/12), o chefe do Executivo comparou a medida com uma “coleira”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem recomendado a exigência do comprovante de vacinação contra o coronavírus para estrangeiros após o surgimento da Ômicron, nova variante. Uma reunião ministerial para tratar do assunto na segunda-feira (6/12) acabou cancelada sem definição de nova data.

Bolsonaro é um crítico assíduo da exigência de comprovação da vacinação. Apto a se vacinar, o mandatário do país alega que não irá fazê-lo, sob o argumento de que o fato de já ter sido infectado pelo vírus, no ano passado, contribui para a sua imunização. Especialistas refutam o entedimento do presidente.

Em sua fala, o mandatário do país ainda disse que prefere morrer do que perder a sua liberdade.

“Nós vemos uma briga enorme aqui agora sobre passaporte vacinal. Quem é favorável, não se esqueça: amanhã alguém pode impor algo para você que você não seja favorável. E a gente pergunta: quem toma vacina pode contrair o vírus? Pode e contrai. Pode transmitir? Sim e transmite. Pode morrer? Sim, pode, como tem morrido muita gente, infelizmente. A gente pergunta: por que o passaporte vacinal? Por que essa coleira que querem colocar no povo brasileiro? Cadê a nossa liberdade? Eu prefiro morrer do que perder a minha liberdade”, declarou o presidente.

Mais cedo, durante eventos com empresários, Bolsonaro distorceu a recomendação da Anvisa sobre o passaporte da vacina ao dizer que o órgão estava sugerindo “fechar o espaço aéreo” do Brasil — o que não é verdade. A agência reguladora alega que a inexistência de uma política de cobrança dos certificados de vacinação pode fazer com que o Brasil vire um destino para turistas que não tenham se imunizado.

Estamos trabalhando agora com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, porra? De novo, vai começar esse negócio? ‘Ah, a Ômicron…’. Vai ter um montão de vírus pela frente, um montão de variante pela frente talvez. Peço a Deus que esteja errado”, disparou Bolsonaro.

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