Eduardo Bolsonaro diz que jamais ofendeu povo chinês, só governo

Em novo capítulo de crise diplomática, parlamentar filho do presidente diz que censura no país asiático atrapalhou prevenção ao coronavírus

atualizado 19/03/2020 17:34

Hugo Barreto/Metrópoles

Pouco mais de 12 horas após iniciar um incidente diplomático com a China ao comparar o comportamento do governo asiático no caso do coronavírus com a censura soviética ao acidente nuclear na usina de Chernobil, em 1986, o deputado Federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) voltou ao Twitter para se explicar – e fazer novos ataques.

Em nota postada na tarde desta quinta-feira (19/03), o parlamentar alegou que jamais ofendeu o povo chinês – acusação feita pela embaixador do país no Brasil, Yang Wanming.

“Esclareço que compartilhei postagem que critica a atuação do governo chinês na prevenção da pandemia, principalmente no compartilhamento de informações que teriam sido úteis na prevenção em escala mundial”, alegou, antes de apelar para a “prerrogativa da imunidade parlamentar” que possui como deputado.

Eduardo afirmou também que Wanming “demonstrou irritação com meu post e direcionou erroneamente suas energias no compartilhamento de posts ofensivos à honra de minha família – este sim um fato grave e desproporcional”.

Ele fez ainda novas críticas ao governo chinês: “O governo atual da China bane plataformas como Twitter, Facebook e Whatsapp, que tem [sic] sido fundamentais no esclarecimento de dúvidas da população mundial quanto à atual pandemia“, escreveu.

Itamaraty no ataque
Minutos antes da postagem de Eduardo, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também se manifestou atacando o embaixador chinês por postagens feitas pelo perfil da embaixada, com críticas e ataques à família Bolsonaro.

“É inaceitável que o Embaixador da China endosse ou compartilhe postagem ofensiva ao Chefe de Estado do Brasil e aos seus eleitores, como infelizmente ocorreu ontem [quarta-feira] à noite”, publicou Araújo na tarde desta quinta-feira (19/03) nas redes sociais.

Veja a íntegra da nota de Eduardo Bolsonaro:

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