Dezoito dias após apagão, Bolsonaro visita Amapá neste sábado

Estado vive crise no abastecimento integral de energia elétrica desde 3 de novembro. Falta de luz também afetou sistema hidráulico

atualizado 20/11/2020 15:38

Igo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fará uma viagem a Macapá, capital do Amapá, 18 dias após o estado ser atingido por um apagão e, desde então, estar sem o fornecimento integral de energia elétrica.

De acordo com o Palácio do Planalto, a viagem ocorrerá neste sábado (21/11). O roteiro da visita não foi divulgado.

Os problemas no fornecimento de energia no Amapá iniciaram no dia 3 de novembro, depois que um incêndio atingiu a principal subestação do estado. As causas ainda são desconhecidas. No total, 13 das 16 cidades do estado ficaram completamente no escuro por quatro dias.

Na última terça (14/11), o estado voltou a registrar uma falha total no fornecimento de energia, que foi ajustado em cerca de 5 horas.

Após o segundo blecaute, a Eletronorte, empresa do governo federal responsável por ativar energia térmica em geradores, prometeu uma solução provisória para restabelecer 100% da energia até o próximo sábado.

Inicialmente, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou que o restabelecimento total estava previsto para ser feito em até 10 dias após o primeiro apagão, mas a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) planeja que o racionamento dure até 26 de novembro.

A demora no restabelecimento de energia fez com que a Justiça Federal desse um prazo para que a concessionária LMTE, responsável pela operação da subestação, desse uma “completa solução para o problema”. O prazo inicial era 12 de novembro, mas foi prorrogado até 25 de novembro.

Desde o dia 7 de novembro, o estado está realizando um rodízio. Cerca de 90% tem energia de três em três horas, mas moradores relatam falhas no fornecimento.

Enquanto o sistema não é restabelecido, moradores usam a luz do sol e não dormem direito em razão das altas temperaturas na região, além de perderem eletrodomésticos e alimentos. A crise também afetou o sistema hidráulico do estado.

Justiça afasta diretorias de Aneel e ONS

Na quinta (19/11), a Justiça Federal do Amapá determinou o afastamento da atual diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da diretoria do Operador Nacional do Sistema (ONS).

A medida busca evitar que os gestores interfiram na apuração das responsabilidades pelo apagão que atinge o Amapá.

O ONS é responsável pela coordenação e controle da operação de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados. O operador é fiscalizado pela Aneel, que foi criada para regular o setor elétrico brasileiro.

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