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Política

Covid-19: governador do Piauí propõe lei seca no país até depois do Carnaval

Wellington Dias defendeu ainda que estados complementem vacinação caso Ministério da Saúde não apresente cronograma de imunização

28/01/2021 14:39
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Hugo Barreto/Metrópoles
Governador do Piaauí, Wellington Dias

O governador do Piaui, Wellington Dias (PT), defendeu a proibição de consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, a chamada lei seca, até depois do Carnaval, com o objetivo de evitar o avanço da contaminação por Covid-19 nos próximos dias. Além disso, ele defende medidas mais duras para o comércio, com limites de horário de funcionamento, com o objetivo de evitar aglomerações durante o feriado.

A adoção das medidas foi defendida por ele em uma reunião com o Conselho Nacional Secretários de Saúde (Conass). No seu estado, o petista já editou um decreto com as restrições nesta semana.

“Trata-se de uma proposta para que possamos adotar medidas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. São medidas que alguns estados já estão adotando para conter o coronavírus, cada um com a sua realidade, e [defendemos] que possam ir até o dia 21 de fevereiro, depois do Carnaval”, disse o governador.

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Governador do Piauí, Wellington Dias (PT),  e Ibaneis Rocha
Governador do Piauí, Wellington Dias, defende lei seca até depois do carnaval
Governador do Piauí, Wellington Dias, defende adoção de medidas mais restritiva para o comércio e lei seca até depois do carnaval
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Michael Melo/Metrópoles
Governador do Piauí, Wellington Dias (PT),  e Ibaneis Rocha
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Reprodução/Facebook
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Divulgação
Governador do Piauí, Wellington Dias, defende adoção de medidas mais restritiva para o comércio e lei seca até depois do carnaval
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EBC

Dias, que é coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores do Brasil e preside o Consórcio Nordeste (grupo de chefes dos Executivos estaduais da região), também cobrou definições do Ministério da Saúde sobre a quantidade de vacinas que serão fornecidas pelo governo federal, além de um cronograma detalhado sobre a distribuição do imunizante.

Segundo ele, os estados querem uma definição da pasta, porque querem providenciar a compra de doses complementares, caso seja necessário.

“Caso o governo não apresente um cronograma que atenda a demanda de imunização dos mais de 220 milhões de brasileiros, os governadores, através do Fórum Nacional de Governadores e Consórcio Nordeste, irão se movimentar para comprar as doses necessárias”, disse. “Qual é o número de vacinas que o governo vai garantir? Vai garantir 100%?”, questionou.

“Ao mesmo tempo, cobramos aqui que o poder central possa acertar com o governo da China um cronograma de compra e entrega de insumos, garantindo cronograma de compra e de entrega de 100 milhões para o Butantã e 100 milhões para a Fiocruz”, defendeu.

Segundo o governador, por meio do Consórcio Nordeste já há uma negociação para aquisição de 50 milhões de doses da vacina Sputnik V, cuja eficácia é superior a 90%, em negociação formalizada pelo governo da Bahia, pois na época em se concretizou intenção o Consórcio Nordeste estava em processo de institucionalização.