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Política

Cappelli: "Líder dos atos de 8/1 passou 4 anos atacando democracia"

Ricardo Cappelli, ex-interventor na segurança pública do DF, responsabilizou ex-presidente Jair Bolsonaro pelos ataques antidemocráticos

09/02/2023 08:55
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Wey Alves/Especial Metrópoles
Ricardo Cappelli, interventor federal na segurança do Distrito Federal, dá coletiva de imprensa junto à autoridades e chefes de segurança do DF sobre manifestação bolsonarista programada para hoje. Ele aparece sentado, de lado, segurando microfone na mesa - Metrópoles

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Cappelli, voltou a atribuir responsabilidade a Jair Bolsonaro (PL) pela invasão às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, nesta quinta-feira (9/2), e apontou o ex-presidente como o “líder dos ataques”.

Sem mencionar o nome de Bolsonaro, o ex-interventor da União da Segurança Pública na capital do país declarou, nas redes sociais, que o responsável pelos atos antidemocráticos passou “4 anos atacando as instituições”.

Veja:

Durante a intervenção, que durou desde o dia seguinte aos ataques até o fim do mês de janeiro, Cappelli  foi responsável por “reorganizar” a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) após os atos de 8 de janeiro.

Ao Metrópoles Cappelli avaliou que a função da intervenção foi “totalmente cumprida”. Durante o período em que esteve na chefia, ele trocou comandos da SSP e liderou a operação responsável por prender os vândalos que estavam na Praça dos Três Poderes e no acampamento bolsonarista no QG do Exército em Brasília.

Ele também participou do planejamento de segurança para grandes eventos da capital, como o jogo entre Flamengo e Palmeiras e a posse dos deputados e senadores. Constantemente, Cappelli repetia a frase: “a Lei será cumprida”.

No tempo em que Cappelli esteve no comando, Moraes determinou a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres e do ex-comandante da Polícia Militar (PMDF) Fábio Augusto Vieira. Mais de 900 participantes dos atos de vandalismo também foram presos e, agora, aguardam o andamento do processo no STF.