Bolsonaro reconhece picanha cara, mas diz que “crise é no mundo todo”

Segundo levantamento divulgado no ano passado, menos de 1% dos entrevistados consomem picanha e salmão

atualizado 11/05/2022 16:31

Bolsonaro come churraBolsonaro come churrasco em dia homenagem gauchosco em dia homenagem gauchosIgo Estrela/Metrópoles

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta-feira (11/5), o presidente Jair Bolsonaro (PL) indagou seus apoiadores sobre o preço da carne, tipo picanha, em outros países.

“O preço da carne lá fora subiu muito?”, pergunta Bolsonaro a uma apoiadora que diz ter acabado de voltar do exterior. A mulher relata que, quando residia em um país estrangeiro, comprava meio quilo picanha por R$ 100.

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“A crise é no mundo todo. Aqui no Brasil está caro? Está. Mas alguns me acusam injustamente. No Brasil, quanto está o quilo da picanha? Menos da metade do preço que lá de fora. Está caro? Está caro”, disse o chefe do Executivo.

“Vocês lembram do ‘fica em casa e a economia a gente vê depois?’ Quem mandou ficar em casa que é o responsável por isso aí. Não só mandou, como vigiou, botou a polícia em cima, botou a guarda municipal…”, disse o mandatário, em relação aos governadores que adotaram medidas restritivas contra a Covid-19.

Queda no consumo

Segundo levantamento divulgado no ano passado pela Bare International, que é fornecedora independente de pesquisa de experiência do cliente e de dados e análises para empresas, cerca de 76% dos entrevistados consomem proteínas de menor valor.

O levantamento mostrou que a carne bovina foi trocada pelo frango em 57% das famílias, e pelo ovo em 19% delas. Em relação ao consumo de filé mignon, apenas 1% dos entrevistados disseram comer. Já acerca do consumo de picanha e salmão, nem 1% disse consumir.

Peixes, com exceção do salmão, agora são consumidos por 15% dos brasileiros, enquanto 14% estão comprando carne de segunda e 6% estão consumindo porco. A pesquisa ouviu 1.053 pessoas durante o mês de novembro.

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