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Política

Bolsonaro defende liberdade para escolher secretários e ministros

"Se não tivermos essa liberdade, é o caminho certo para o fracasso", disse o chefe do Executivo em evento no Paraná

04/02/2021 13:23
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (4/2), em agenda no Paraná, que o sucesso de sua administração depende da liberdade para escolher secretários e ministros de Estado. Bolsonaro vem sendo pressionado para indicar políticos do Centrão para cargos na administração pública federal, incluindo ministérios.

“Como é que você pode iniciar um mandato no Executivo e sonhar, ou quem sabe ter a certeza, que vai entregar para o seu sucessor algo melhor lá na frente? Só se você tiver a liberdade para escolher os seus secretários e os seus ministros”, disse Bolsonaro.

Segundo o mandatário, se não houver essa liberdade nas indicações, o resultado será negativo. “Se não tivermos essa liberdade, é o caminho certo para o fracasso. Não tem como não dar errado: vai dar errado.”

Bolsonaro foi eleito com a promessa de acabar com as indicações políticas e o chamado toma-lá-dá-cá, no qual partidos negociam cargos com o presidente em troca de apoio parlamentar. Ele defendeu uma nova forma de interlocução com o Congresso, por meio das bancadas temáticas, tais como a evangélica, a da segurança pública e a do agronegócio.

Depois do fracasso da negociação via bancadas temáticas, Bolsonaro se aproximou de siglas do Centrão ao longo de 2020. O bloco é composto por partidos de centro e centro-direita que, juntos, tem cerca de 200 deputados. Hoje, o grupo reúne Progressistas, PL, Republicanos, PTB, PSD, Pros, PSC, Avante e Patriotas.

Nos últimos meses, o grupo entrou para a base aliada do presidente e garantiu margem para aprovação de matérias importantes no Congresso. Com apoio público do chefe do Executivo, o líder do bloco, deputado Arthur Lira (PP-AL), foi eleito presidente da Câmara na última segunda-feira (1º/2).

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Senador Rodrigo Pacheco foi eleito presidente do Congresso Nacional
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Ele visitou o estado que o elegeu nesta sexta-feira
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Bolsonaro é chamado de genocida por parlamentares
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Presidentes Jair Bolsonaro, da República, Rodrigo Pacheco, do Senado, e Arthur Lira, da Câmara, e o presidente da República, Jair Bolsonaro
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O texto final da proposta deve ser votado pelo plenário do Congresso Nacional em 24 de março
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Cerimônia de abertura do ano Legislativo no Congresso Nacional. Na foto os presidentes Jair Bolsonaro, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira
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Cerimônia de abertura do ano Legislativo no Congresso Nacional. Na foto os presidentes Jair Bolsonaro, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira

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Agenda

O presidente participou nesta quinta-feira de cerimônia de inauguração do Centro Nacional de Treinamento de Atletismo, em Cascavel (PR). À tarde, ele terá agenda em Florianópolis (SC). O regresso a Brasília está previsto para o fim da tarde desta quinta.

Acompanham o presidente na agenda os ministros da Cidadania, Onyx Lorenzoni, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, além do presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Também acompanha o presidente o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), que é de Paraná.