Bolsonaro: 200 servidores da Presidência fizeram tratamento precoce

Os medicamentos do chamado kit Covid, como hidroxicloroquina e ivermectina, não têm eficácia científica comprovada no tratamento da doença

atualizado 12/01/2022 13:42

Na imagem colorida. Um homem está posicionado no centro. Ele usa terno e gravata, tem cabelos curtos e grisalhos e olha atentamente para a frenteHugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender tratamentos ineficazes contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Segundo ele, os servidores do Palácio do Planalto fizeram uso desses medicamentos e “nenhum foi hospitalizado” com a enfermidade.

No entanto, números obtidos pelos Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que a Presidência da República teve 712 casos de Covid e 3 mortes causadas pela doença em dois anos de pandemia.

“Parte considerável de médicos do Brasil usam tratamento offlabel. Na Presidência, em torno de 200 servidores que tiveram problemas com a Covid, procuraram o posto médico e fizeram o tratamento precoce”, declarou em entrevista ao site Gazeta Brasil.

Atualmente, o Planalto conta com cerca de 4 mil funcionários. Desses, 270 foram diagnosticados com Covid-19 no ano passado e outros 442 em 2020.

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Os medicamentos, hidroxicloroquina e ivermectina, não têm eficácia comprovada no tratamento da doença, mas são defendidos pelo mandatário desde o início da pandemia.

Para Bolsonaro, tratamento precoce foi politizado por quem é contrário ao uso, para tentar criar um “pavor” na cabeça das pessoas.

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