Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Para a população, Bolsonaro lida mal com inflação, emprego e pandemia

Diagnóstico foi revelado em pesquisa da Quaest sobre a popularidade do presidente e a eleição neste ano

atualizado 12/01/2022 9:55

Jair Bolsonaro máscaraIgo Estrela/Metrópoles

A forma como o presidente Jair Bolsonaro lida com a inflação é desaprovada por 80% dos entrevistados em pesquisa da Quaest e da Genial Investimentos divulgada nesta quarta-feira.

O ano passado teve o maior aumento de preços medido pelo IPCA desde 2015. A inflação oficial calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi de 10,06%, bem acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional, de 5,25%.

O combate à Covid-19 tem a segunda maior desaprovação, com 63%, empatado com a geração de empregos.

A preocupação com a pandemia voltou a crescer. A questão apareceu como o principal problema do país para 28% dos entrevistados na pesquisa. Esse percentual era de 19% em dezembro.

Entre os dois momentos houve um grande crescimento nos novos casos da doença na esteira das festas de fim de ano e na expansão da variante Ômicron, mais transmissível.

Ao mesmo tempo, houve um apagão dos dados oficiais após um ataque hacker no Ministério da Saúde na primeira metade de dezembro e a incapacidade da pasta de rapidamente restabelecer o acesso às informações.

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Já a avaliação do governo Bolsonaro como um todo permaneceu estável em 50%  negativo entre as duas últimas pesquisas, enquanto o percentual dos que julgam a gestão regular caiu de 26% para 25% e quem considera positivo subiu de 21% para 22%.

A imobilidade na avaliação negativa esconde, entretanto, diferenças na avaliação quando o entrevistado é separado por gênero. Nesse caso, houve uma alta na desaprovação entre mulheres, de 50% para 55%, enquanto entre os homens ela caiu, de 49% para 44%.

Isso está ligado a como cada gênero avalia a gestão de Bolsonaro em relação à pandemia. Entre elas, o percentual de desaprovação passou de 47% para 61%. Já entre os homens ficou estável em 47%.

Para a Quaest, “a decisão de se manifestar contra à vacinação de crianças pode ter contribuído para o quadro: 72% dos entrevistados consideram que as crianças deveriam ser imunizadas já. Este número, porém, cai para 48% entre os eleitores de Jair Bolsonaro”.

A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas em 123 municípios localizados em todas as unidades da federação. O nível de confiança é de 95%.  A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

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