“Randolfe vive de Carnaval”, diz Bolsonaro sobre possível nova CPI

Senador Randolfe Rodrigues protocolou, na terça-feira (11/1), pedido de abertura de nova CPI da Covid no Senado

atualizado 12/01/2022 13:58

A CPI da COVID-19, também chamada de CPI PANDEMIA no senado federalIgo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou, nesta quarta-feira (12/1), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pelo pedido de abertura de uma nova CPI da Covid-19.

Na prática, a nova comissão parlamentar de inquérito, se instalada, funcionará como uma espécie de continuidade dos trabalhos da primeira CPI, que investigou ações e omissões do governo federal durante a pandemia. O primeiro colegiado sobre o tema funcionou de abril a outubro de 2021 no Senado Federal.

“O Randolfe Rodrigues vive de Carnaval”, disse o presidente, ao comentar o pedido, em entrevista à Gazeta Brasil. “Agora querem uma nova CPI? Para apurar o quê? A CPI tem que ter um fato determinado, não pode ser uma CPI para qualquer coisa que pintar na frente, tem que ter um fato determinado. E qual o fato determinado desses caras?”, prosseguiu o mandatário.

Dentre os pontos apresentados por Randolfe como justificativa para a abertura de uma nova CPI da Covid, estão o atraso e a insuficiência na vacinação infantil, o apagão de dados do Ministério da Saúde e os ataques do presidente Bolsonaro aos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para a abertura de uma CPI no Senado, são necessárias assinaturas de ao menos 27 dos 81 senadores. Em 2021, a CPI da Covid só foi aberta pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

O chefe do Executivo federal ainda reclamou que outras CPIs estão na fila e não são atendidas.

Bolsonaro também minimizou as investigações feitas pelo colegiado em 2021 e chamou de “idiotice” a descoberta de um gabinete paralelo que fazia recomendações, sem respaldo científico, no tocante à pandemia. O grupo funcionava às margens do Ministério da Saúde.

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