Após demissão de Álvaro Antônio, Gilson Machado deve assumir Turismo

Atualmente, Gilson é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur); nomeação deve ser publicada ainda nesta quarta (9/12)

atualizado 09/12/2020 16:36

Gilson Machado chega ao Planalto para conversar com o presidente Jair BolsonaroIgo Estrela/Metrópoles

O atual presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Gilson Machado, deve ser anunciado ainda nesta quarta-feira (9/12) como o novo ministro do Turismo. Ele assumirá o cargo após a demissão do deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG). Até a última atualização desta reportagem, a nomeação não havia sido publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Gilson ganhou notoriedade no governo, ao participar das tradicionais transmissões ao vivo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tocando sanfona.

Perfil

Gilson é membro do trade turístico da Rota dos Milagres (AL) e do Convention Bureaux de Maragogi (AL). Ele coordenou a equipe de transição do atual governo, nas pastas do Turismo e do Meio Ambiente.

Antes de assumir o cargo de presidente da Embratur, atuava como secretário nacional de Ecoturismo e Cidadania Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), onde também exerceu o cargo de secretário de Florestas.

No instituto, Machado era responsável pela execução da Política Nacional de Turismo, no que diz respeito à promoção, marketing e apoio à comercialização dos destinos, serviços e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional.

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“Orifício rugoso”

Em 24 de junho deste ano, Machado se envolveu em uma polêmica registrada em vídeo. Ao lado da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e de um advogado de Recife filiado ao PSC, Osvaldo Neto, ele participava de um debate em vídeo sobre temas muito caros ao pensamento conservador: aborto, pedofilia, prostituição e assuntos comportamentais em geral.

Tudo seguia um script conhecido, com muitas críticas à esquerda e a teses mais liberais nos costumes, quando Machado começou a reclamar do que chamou de “castração espiritual” que estaria sendo feita “pela grande mídia”. Nesse momento, o pernambucano Machado decidiu atacar a peça “O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu”, protagonizada pela atriz e mulher trans Renata Carvalho, e alçada à notoriedade nacional ao ser censurada em 2018 e retirada da programação do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG).

O espetáculo faz uma releitura de Jesus Cristo, como se ele vivesse nos dias atuais como uma travesti.

Foi isso que despertou a fúria do presidente da Embratur, agência responsável por incentivar o turismo brasileiro. Ele começou alegando que “a linha entre o sagrado e o profano não é tênue, é grossa, pesada”. E prosseguiu:

“Essa linha foi rompida, porque querer impor sua sexualidade perante a grande maioria de cristãos brasileiros é abominável. E, outra coisa: eu não tenho nada contra quem usa seu orifício rugoso infralombar para fazer sexo. Mas querer impor a sexualidade a uma grande maioria de cristãos e querer desvirtuar a forma que Jesus Cristo veio à Terra… Está escrito na Bíblia: Jesus Cristo nasceu, cresceu, foi crucificado e ressuscitou em forma de homem. Maria, sim, essa foi uma grande mulher, que acompanhou todo seu sofrimento”, afirmou Machado.

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