Amazônia: Bolsonaro atribui à crise o fato de Macron ser “de esquerda”

Chefe do Executivo recebeu o presidente do Chile, Sebastián Piñera, para um café da manhã nesta quarta. País andino prometeu enviar ajuda

atualizado 28/08/2019 11:27

JP Rodrigues/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) atribuiu à crise internacional em torno da Amazônia posicionamentos políticos divergentes entre ele e o mandatário da França, Emmanuel Macron. Segundo o chefe do Executivo brasileiro, Macron é responsável por alardear a situação na floresta pelo fato de ser “de esquerda”.

“Essa inverdade do Macron é porque ele é de esquerda e eu de centro-direita”, justificou o presidente na manhã desta quarta-feira (28/08/2019), no Palácio da Alvorada. Na política francesa, no entanto, o presidente é classificado como centro-direita. Ao ser questionado sobre essa contradição, Bolsonaro disse: “Direita para você, esquerda para mim”.

O presidente brasileiro rebateu a ponderação sobre o campo político de Macron: “A gente sabe que é de esquerda por causa do comportamento”, acrescentou.

Bolsonaro recebeu o presidente do Chile, Sebastián Piñera, para um café da manhã nesta quarta-feira (28/08/2019). Na ocasião, aceitou a ajuda do país andino para combater os focos de incêndio na Amazônia. O Chile vai enviar quatro aviões, além de equipamentos.

Os dois presidentes comunicaram ainda que, no próximo dia 6 de setembro, líderes de todos os países da América do Sul, exceto a Venezuela, se encontrarão na cidade de Leticia, na Colômbia, para reunir esforços em prol da floresta amazônica.

Críticas
Em declaração conjunta após o café da manhã, Piñera evitou fazer críticas a Emmanuel Macron e disse que toda ajuda deve ser bem-vinda, desde que se respeite a soberania brasileira na Amazônia.

Piñera esteve na reunião do G7 — grupo dos países mais ricos — no último fim de semana. Ele não fez comentários sobre um possível isolamento de Macron durante o encontro.

 

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