Ação da AGU barra R$ 66 mi a militares anistiados políticos
Procuradoria-Geral da União está em meio à revisão de anistias e conseguiu prazo de 90 dias para confirmar a instalação de processos

A pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou liminarmente a suspensão de 235 precatórios a militares anistiados políticos, que podem custar R$ 66 milhões aos cofres públicos. O pagamento, determinado por ordem judicial, deveria ser feito em 2020.
Os benefícios foram conseguidos na Justiça por militares, a maioria deles cabos da Força Aérea Brasileira (FAB), que ingressaram com mandados de segurança para receber valores retroativos às anistias recebidas.
Em 2019, contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a União poderia revisar e anular anistias a cabos da FAB, caso ficasse comprovado que não houve motivação política nos respectivos afastamentos. Após o posicionamento do STF, o Departamento dos Servidores Civis e Militares da Procuradoria-Geral da União (PGU) iniciou força-tarefa para análise dos precatórios.
Segundo a diretora do departamento, Ana Karenina Ramalho, contudo, como a data de pagamento já estava próxima, não haveria tempo hábil para confirmar a anulação das anistias. “E caso fosse pago, não poderíamos fazer reposição ao erário depois”, acrescenta.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA União agora terá 90 dias para confirmar que instaurou procedimento de revisão das anistias.



